Num laboratório do Porto, investigadores transformaram uma bactéria encontrada em composto orgânico dinamarquês numa ferramenta capaz de desfazer aquilo que a indústria moderna levou décadas a tornar indestrutível: o poliuretano. A enzima CCPUR1, modificada geneticamente com o auxílio de supercomputadores europeus, degradou sola de sapato real em condições suaves, sem químicos agressivos nem temperaturas extremas. É um resultado modesto em percentagem, mas imenso em significado — a prova de que a natureza, devidamente orientada pela ciência, pode começar a desfazer o legado plástico que deixám