A segunda metade foi domínio praticamente total dos dragões
No Pavilhão Municipal José Natário, em Viana do Castelo, o FC Porto confirmou aquilo que o basquetebol português já antecipava: uma final entre os dois maiores clubes do país. Após um primeiro tempo equilibrado, os dragões impuseram na segunda metade uma superioridade que transcendeu o marcador final de 85-65, revelando uma equipa com identidade, profundidade e ambição. O Imortal resistiu com dignidade, sustentado pela bravura individual de Jacob Tubbergen, mas não pôde conter a maré portista. No domingo, o encontro com o Benfica promete ser o capítulo mais alto desta edição da Taça de Portugal.
- O Imortal surpreendeu ao chegar ao intervalo na frente, 37-36, alimentando a esperança de uma reviravolta histórica.
- A segunda metade transformou o jogo: o FC Porto sufocou os algarvios com defesa agressiva e apenas permitiu dez pontos no terceiro período.
- Charlon Kloof e Cleveland Melvin tornaram-se pesadelos para a defesa do Imortal, enquanto Tubbergen lutava sozinho com 29 pontos.
- Com vantagem de 20 pontos a seis minutos do fim, Fernando Sá lançou Apolo Caetano, um base de 16 anos, num gesto de confiança e gestão de plantel.
- O FC Porto chega à final de domingo contra o Benfica em grande forma, com cinco portugueses em campo nos minutos finais como símbolo do seu controlo total.
O FC Porto garantiu a presença na final da Taça de Portugal de basquetebol ao derrotar o Imortal por 85-65, no Pavilhão Municipal José Natário em Viana do Castelo. No domingo, os dragões defrontam o Benfica no mesmo recinto, chegando ao encontro decisivo com confiança e grande forma.
O primeiro tempo foi de equilíbrio e tensão. O Imortal soube reagir no segundo período e chegou ao intervalo na frente, 37-36, com Jacob Tubbergen a ser o grande motor algarvio. O FC Porto nunca perdeu a compostura, e Miguel Queiroz chegou a colocar os dragões na frente, mas Tubbergen teve a última palavra antes do descanso.
A segunda metade pertenceu inteiramente ao FC Porto. Com uma defesa agressiva e um ritmo que o Imortal não conseguiu acompanhar, os dragões marcaram 29 pontos no terceiro período e permitiram apenas dez. Charlon Kloof brilhou pela precisão ofensiva e Cleveland Melvin foi uma presença incontornável na área. Tubbergen continuou a lutar, terminando como melhor marcador do jogo com 29 pontos, mas a sua equipa foi perdendo coesão perante a superioridade portista.
A vantagem chegou aos 20 pontos com seis minutos por jogar, e Fernando Sá aproveitou para lançar Apolo Caetano, um base de apenas 16 anos. O jogo terminou com cinco portugueses em campo pelo FC Porto — um sinal claro do controlo que a equipa exerceu. Kloof acabou com 23 pontos, Melvin com 13 e Phil Fayne com 12. Do lado do Imortal, Fábio Lima somou 10 pontos e Trevond Barnes 8, perante uma assistência de 250 espetadores.
O FC Porto selou a sua presença na final da Taça de Portugal de basquetebol ao derrotar o Imortal por 85-65, numa segunda meia-final disputada no Pavilhão Municipal José Natário em Viana do Castelo. O encontro decisivo contra o Benfica está marcado para domingo no mesmo local, com os dragões a chegarem à final em grande forma após uma segunda metade de domínio praticamente total.
O jogo começou equilibrado. O Imortal entrou bem e conseguiu chegar ao intervalo na frente do marcador, 37-36, graças a uma boa reação no segundo período. Jacob Tubbergen, o melhor jogador algarvio nesta noite, foi determinante para manter a sua equipa viva. Nkuna-Gaylord Lobela empatou quando faltavam menos de três minutos para o fim do primeiro tempo, e o Imortal teve oportunidade para saltar para a frente, mas não conseguiu aproveitar. Miguel Queiroz respondeu logo a seguir, recolocando o FC Porto na frente momentaneamente, embora Tubbergen tivesse a última palavra antes do intervalo.
A segunda metade foi uma história completamente diferente. O FC Porto impôs um ritmo competitivo elevado, uma defesa agressiva e uma capacidade concretizadora impressionante que o Imortal não conseguiu acompanhar. No terceiro período, os dragões permitiram apenas dez pontos aos adversários enquanto marcavam 29. Charlon Kloof distinguiu-se pela sua precisão ofensiva, e Cleveland Melvin foi uma dor de cabeça permanente para a defesa algarvia. Tubbergen continuou a lutar pelos seus, terminando como melhor marcador do encontro com 29 pontos, mas a sua equipa foi perdendo coesão e lucidez perante a superioridade portista.
Com cerca de seis minutos ainda por jogar, a vantagem do FC Porto já atingia os 20 pontos (75-55), deixando claro que o resultado estava decidido. Fernando Sá, treinador dos dragões, aproveitou para dar minutos a Apolo Caetano, um base de apenas 16 anos, e depois mandou descansar os seus jogadores mais influentes. O jogo terminou com cinco portugueses em campo pelo FC Porto, um sinal da confiança e do controlo que a equipa tinha sobre o encontro.
Kloof terminou com 23 pontos, Melvin com 13, e Phil Fayne com 12 para o FC Porto. Miguel Maria adicionou 10 pontos. Do lado do Imortal, além de Tubbergen, Fábio Lima marcou 10 pontos e Trevond Barnes 8. A assistência foi de 250 espetadores. Agora, os dragões esperam pelo Benfica no domingo, numa final que promete ser o ponto alto da competição, com o FC Porto a chegar em grande forma e confiança.
Notable Quotes
O FC Porto impôs-se na segunda parte graças a um coletivo forte, a um ritmo competitivo elevado e a uma defesa agressiva— Análise da performance portista
The Hearth Conversation Another angle on the story
Como é que o FC Porto conseguiu passar de uma primeira metade equilibrada para um domínio tão claro na segunda parte?
A defesa agressiva foi a chave. No intervalo, Fernando Sá ajustou a estratégia defensiva e o Imortal simplesmente não conseguiu responder. Quando o ritmo subiu e a pressão aumentou, o Imortal começou a perder coesão.
Jacob Tubbergen marcou 29 pontos mas a sua equipa perdeu por 20. O que isso diz sobre o basquetebol moderno?
Diz que um jogador, por muito bom que seja, não consegue carregar uma equipa sozinho. Tubbergen foi excelente, mas o FC Porto tinha Kloof, Melvin, Fayne — tinha profundidade. O Imortal tinha um homem.
Fernando Sá lançou um miúdo de 16 anos quando o jogo já estava decidido. Isso é confiança ou é algo mais?
É ambas as coisas. Mostra confiança na equipa, claro, mas também é uma oportunidade de desenvolvimento. Apolo Caetano vai contar esta história para o resto da vida.
O que esperas da final contra o Benfica?
O FC Porto chega lá em grande forma, com ritmo, defesa forte e capacidade ofensiva. O Benfica vai ter de estar muito bem preparado. Isto não vai ser fácil para ninguém.