Em uma quinta-feira de abril de 2022, o FBI deu nome a um dos responsáveis por um dos maiores roubos já registrados no universo das criptomoedas: o Grupo Lazarus e o APT38, ligados à Coreia do Norte, teriam sido os autores do golpe de 620 milhões de dólares contra a Ronin Network, a rede que sustentava o jogo Axie Infinity. O episódio lembra que, à medida que o dinheiro migra para o mundo digital, ele também se torna um alvo para quem busca fortuna sem rosto. A atribuição formal de uma agência federal dá peso ao caso, e deixa em aberto o quanto ele vai redesenhar a confiança em redes e jogos q
FBI atribui a hackers ligados à Coreia do Norte roubo de US$ 620 milhões em criptomoedas
O dinheiro das criptomoedas virou alvo atraente para ladrões astutos
Qual é a novidade aqui? O ataque já tinha sido anunciado em março.
A novidade é quem. O FBI diz ter confirmado que o Grupo Lazarus e o APT38, associados à Coreia do Norte, são os responsáveis.
Vale notar que a fonte dessa atribuição é o próprio FBI, em comunicado. A reportagem não detalha as provas que sustentam a conclusão.
E o que exatamente foi levado?
A Ronin Network, ligada ao Ethereum e voltada a games, informou que saíram 173.600 ethers e 25,5 milhões de dólares em moeda estável.
E o total de 620 milhões é o número das autoridades americanas. O texto não mostra a conversão entre ethers e dólares.
Por que um videogame entra nessa história?
Porque no Axie Infinity os jogadores ganham recompensas que podem virar criptomoedas ou dinheiro vivo, e precisam comprar ao menos três Axies, que são NFTs.
Mas o texto não diz como os hackers entraram na rede, nem se algo foi recuperado. Isso segue sem resposta.
Então o que observar?
Se a atribuição oficial aumentará a pressão sobre a segurança dessas plataformas.
Il Polso
- O FBI atribuiu formalmente o ataque de março ao Grupo Lazarus e ao APT38, ligados à Coreia do Norte, elevando a tensão sobre um dos maiores roubos do setor.
- Cerca de 173.600 ethers e 25,5 milhões de dólares em stablecoin deixaram a Ronin Network, abalando a economia de um jogo que mistura diversão e dinheiro real.
- Jogadores e investidores de Axie Infinity viram seus ativos, NFTs e recompensas expostos a um risco que antes parecia distante.
- A pressão agora recai sobre blockchains e plataformas de games com criptoativos, que terão de provar que sua segurança aguenta ataques de atores estatais.
Em uma quinta-feira de abril de 2022, o FBI deu nome a um dos responsáveis por um dos maiores roubos já registrados no universo das criptomoedas: o Grupo Lazarus e o APT38, ligados à Coreia do Norte, teriam sido os autores do golpe de 620 milhões de dólares contra a Ronin Network, a rede que sustentava o jogo Axie Infinity. O episódio lembra que, à medida que o dinheiro migra para o mundo digital, ele também se torna um alvo para quem busca fortuna sem rosto. A atribuição formal de uma agência federal dá peso ao caso, e deixa em aberto o quanto ele vai redesenhar a confiança em redes e jogos que operam com ativos digitais.
O FBI afirmou que hackers ligados à Coreia do Norte estão por trás do roubo de 620 milhões de dólares em criptomoedas ocorrido em março. O alvo foi a Ronin Network, uma rede ligada ao Ethereum e voltada a games, cuja operação sustenta o Axie Infinity.
Segundo o comunicado, a investigação identificou o Grupo Lazarus e o APT38 como responsáveis. Trata-se de uma atribuição formal de uma agência federal, não de uma suspeita de analistas externos.
No fim de março, a própria Ronin informou que a ofensiva retirou 173.600 ethers e 25,5 milhões de dólares em stablecoin. Somados, esses ativos chegam aos 620 milhões citados pelas autoridades.
O caso ganha peso porque atinge uma economia em que o jogo se mistura com dinheiro real. Resta saber se a atribuição vai aumentar a pressão sobre a segurança de blockchains e de plataformas de games com criptoativos.
O FBI afirmou que um grupo de hackers ligado à Coreia do Norte está por trás do roubo de 620 milhões de dólares em criptomoedas, ocorrido em março em um ataque contra jogadores do videogame Axie Infinity. A informação foi divulgada pelas autoridades americanas em comunicado, em uma quinta-feira.
Segundo o comunicado do FBI, a investigação permitiu confirmar que o Grupo Lazarus e o APT38, descritos como atores on-line associados à Coreia do Norte, são responsáveis pelo roubo. É uma atribuição formal, feita por uma agência federal, e não uma suspeita levantada por analistas externos.
O alvo do ataque foi a Ronin Network, uma rede vinculada ao Ethereum e especializada em games. No fim de março, a própria Ronin informou que uma ofensiva dirigida contra seu blockchain havia resultado na saída de 173.600 ethers e de 25,5 milhões de dólares em moeda estável, um ativo digital atrelado ao dólar americano. A soma desses ativos corresponde ao valor de 620 milhões de dólares citado pelas autoridades.
O Axie Infinity funciona assim: os jogadores participam de batalhas e recebem recompensas, que podem ser trocadas por criptomoedas ou por dinheiro vivo. Para entrar no jogo, é preciso comprar no mínimo três Axies, que são NFTs, os chamados tokens não fungíveis. Esses ativos ficam armazenados em um blockchain, um livro de contabilidade digital que não pode ser alterado.
Quem possui Axies pode comprá-los, vendê-los ou alugá-los a outros jogadores. Os proprietários também podem criá-los, processo que gera novos Axies com mais valor. É essa economia, em que o jogo se mistura com dinheiro real, que a Ronin Network sustentava e que foi atingida.
O episódio se insere em um movimento mais amplo. O interesse mundial pelas criptomoedas disparou junto com a valorização desses ativos, e o dinheiro que elas representam passou a ser também um alvo atraente para ladrões astutos.
Com a atribuição oficial ao Lazarus e ao APT38, o caso ganha um peso que vai além do roubo em si. O que se deve acompanhar é se a pressão sobre a segurança de blockchains e de plataformas de jogos com criptoativos aumentará a partir daqui.
Citazioni salienti
Graças à nossa investigação, confirmamos que o Grupo Lazarus e o APT38, atores on-line associados com a Coreia do Norte, são responsáveis pelo roubo.— FBI, em comunicado