Em setembro de 2026, o Ministério da Fazenda revelou que o Brasil encerrou o ano com superávit primário oficial de R$ 10,77 bilhões — número que, sem a aplicação de R$ 62,78 bilhões em deduções legais, seria um déficit de R$ 52,01 bilhões. A transformação não altera o fluxo real de caixa do Estado, mas reflete uma escolha metodológica sobre o que conta como esforço fiscal genuíno. Como em tantos momentos da história das finanças públicas, a fronteira entre transparência e contabilidade criativa é traçada por quem define as regras — e por quem as interpreta.