No cruzamento entre a ambição desregulada e a fragilidade dos mercados digitais, Glaidson Acácio dos Santos — o Faraó dos Bitcoins — admitiu em juízo ter operado como uma 'baleia', manipulando preços de criptomoedas por meio de acordos prévios que beneficiavam a si mesmo enquanto arruinavam dezenas de milhares de investidores menores. O esquema, que teria movimentado mais de R$ 38 bilhões e afetado cerca de 77 mil vítimas, chega agora à sua reta final judicial — mas a verdadeira extensão da fortuna acumulada pelo casal permanece, como tantos segredos do mundo cripto, encoberta pela névoa do an
'Faraó dos Bitcoins' admite manipulação de mercado de criptomoedas em depoimento
Admitiu ser baleia capaz de derrubar ou alavancar moedas digitais
Quando Glaidson admite ser uma baleia, ele está confessando que tinha poder de mercado suficiente para mover preços sozinho?
Exatamente. Uma baleia é alguém com posição tão grande que suas compras e vendas movem o mercado. Ele estava usando isso deliberadamente, fazendo combinações prévias com outros para derrubar ou alavancar moedas.
Mas precisamos ser claros: ele admitiu fazer isso, ou admitiu apenas ser uma baleia e as autoridades estão interpretando que ele manipulava? Há diferença.
Nos trechos revelados, ele detalhou como funcionava o esquema, então parece ser uma admissão mais completa do que apenas reconhecer o tamanho de sua posição.
E as 77 mil vítimas — como elas foram prejudicadas especificamente?
Quando você manipula o preço de uma moeda para cima ou para baixo através de combinações, os investidores menores que não sabem disso acabam comprando no topo ou vendendo no fundo. Perdem dinheiro enquanto Glaidson lucra.
Mas o documento não especifica como cada uma das 77 mil pessoas foi afetada. Esse número vem de quantas reclamações, de quantas transações? Não sabemos.
E o dinheiro que ele movimentou — 38 bilhões de reais — isso é o volume total de transações ou o lucro dele?
Parece ser o volume total que passou pelo esquema, não necessariamente o que ele ganhou.
Certo. E ainda não sabemos quanto está na carteira dele agora, o que é um detalhe importante para entender se ele conseguiu esconder ativos.
Il Polso
- Em depoimento revelado pelo Fantástico, Glaidson confessou sob juramento que era capaz de derrubar ou inflar o preço de moedas digitais por meio de combinações previamente articuladas com outros grandes investidores.
- O esquema investigado movimentou mais de R$ 38 bilhões e deixou aproximadamente 77 mil vítimas sem acesso ao dinheiro que acreditavam ter investido.
- O julgamento do casal — Glaidson e sua esposa Mirelis Yoseline Diaz Zerpa — entra na fase decisiva, com tribunal avaliando se as ações configuram crimes contra o sistema financeiro.
- A confissão abre uma janela rara sobre os mecanismos de manipulação no mercado cripto, setor que ainda carece de regulação robusta para proteger investidores comuns.
- Uma incógnita crítica paira sobre o desfecho: o valor total dos criptoativos ainda na carteira do Faraó segue desconhecido, comprometendo tanto a restituição às vítimas quanto a dimensão real do caso.
No cruzamento entre a ambição desregulada e a fragilidade dos mercados digitais, Glaidson Acácio dos Santos — o Faraó dos Bitcoins — admitiu em juízo ter operado como uma 'baleia', manipulando preços de criptomoedas por meio de acordos prévios que beneficiavam a si mesmo enquanto arruinavam dezenas de milhares de investidores menores. O esquema, que teria movimentado mais de R$ 38 bilhões e afetado cerca de 77 mil vítimas, chega agora à sua reta final judicial — mas a verdadeira extensão da fortuna acumulada pelo casal permanece, como tantos segredos do mundo cripto, encoberta pela névoa do anonimato digital.
Glaidson Acácio dos Santos, o Faraó dos Bitcoins, admitiu em depoimento judicial que operava como uma 'baleia' do mercado de criptomoedas — investidor com posições tão volumosas que conseguia, sozinho, influenciar o preço de moedas digitais. Os trechos inéditos foram revelados pelo programa Fantástico e representam um ponto de virada no julgamento que analisa se ele e sua esposa, Mirelis Yoseline Diaz Zerpa, cometeram crimes contra o sistema financeiro.
Em seus depoimentos, Glaidson descreveu como articulava combinações prévias para derrubar ou alavancar ativos digitais específicos — operações que favoreciam seus próprios interesses enquanto prejudicavam investidores menores, alheios às manipulações em curso. As autoridades afirmam que o esquema movimentou mais de R$ 38 bilhões e deixou aproximadamente 77 mil vítimas.
Com o julgamento na reta final, o tribunal avalia as evidências e os depoimentos para determinar a culpabilidade do casal. Mas uma questão central permanece sem resposta: o valor exato dos criptoativos ainda na carteira do Faraó. Esse número é decisivo tanto para a restituição às vítimas quanto para revelar a verdadeira escala da operação. A confissão de Glaidson, dada sob juramento, já integra o registro oficial do caso e servirá de base para a sentença final.
Glaidson Acácio dos Santos, conhecido publicamente como o Faraó dos Bitcoins, admitiu em depoimento judicial que operava como uma baleia do mercado de criptomoedas — o termo que designa investidores com posições tão grandes que conseguem influenciar sozinhos o preço das moedas digitais. Seus depoimentos, inéditos até então, foram revelados pelo programa Fantástico da TV Globo e marcam um ponto de virada no julgamento que examina se ele e sua esposa, Mirelis Yoseline Diaz Zerpa, cometeram crimes contra o sistema financeiro.
Nos trechos revelados, Glaidson detalhou como funcionava o esquema que as autoridades afirmam ter movimentado mais de 38 bilhões de reais. Ele descreveu como promovia combinações — acordos prévios — para derrubar ou alavancar o preço de moedas digitais específicas, operações que beneficiavam seus próprios interesses enquanto prejudicavam investidores menores que não tinham conhecimento dessas manipulações. O casal havia construído uma operação que, segundo investigadores, deixou aproximadamente 77 mil vítimas.
O julgamento entrou em sua reta final, com o tribunal agora examinando as evidências e os depoimentos para determinar se as ações do casal constituem crimes financeiros. Mas mesmo com Glaidson admitindo sua atuação como baleia e reconhecendo a manipulação de mercado, uma questão central permanece sem resposta clara: quanto exatamente existe na carteira de criptoativos do Faraó. Esse número importa não apenas para fins de restituição às vítimas, mas também para dimensionar completamente a escala da operação que ele comandava.
A confissão de Glaidson sobre sua capacidade de influenciar preços através de combinações prévias oferece um retrato raro de como funciona a manipulação de mercado no universo das criptomoedas, um setor que ainda enfrenta desafios significativos de regulação e supervisão. Seus depoimentos, dados sob juramento, agora formam parte do registro oficial do caso e servirão como base para a decisão final sobre culpabilidade e possíveis penas.
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Glaidson admitiu promover combinações para derrubar ou alavancar moedas digitais— Depoimento de Glaidson Acácio em juízo, revelado pelo Fantástico