Família real britânica celebra aniversário de Carlos III no Trooping the Colour

Junho terá sido escolhido por ser um mês em que o risco de chuva é menor
A tradição de celebrar o aniversário do monarca em junho remonta a 1748, quando o Rei Jorge II estabeleceu a data para uma parada militar ao ar livre.

Há mais de dois séculos e meio, a monarquia britânica aprendeu que junho é mais gentil do que outubro — e desde então o calendário cede ao clima, não ao nascimento. No dia 13 de junho de 2026, Londres voltou a vestir-se de cerimónia para celebrar os setenta e oito anos do Rei Carlos III, com soldados, cavalos e aviões a traçar no céu as cores de uma nação que encontra na tradição a sua forma de continuidade. Naquele mesmo sábado, entre a pompa e o espectáculo, a realeza também se despediu de Lady Pamela Hicks — lembrando que toda celebração carrega, na sua sombra, a passagem do tempo.

  • Mais de 1400 soldados, 200 cavalos e 400 músicos tomaram as ruas de Londres numa parada que não admite improviso nem hesitação.
  • A família real reuniu-se na varanda do Palácio de Buckingham enquanto aviões da Força Aérea Real riscavam o céu de branco, azul e vermelho — e 41 tiros ecoavam pelo Green Park.
  • Carlos III, que só faz anos a 14 de novembro, segue uma convenção de 1748 que escolheu junho pela luz e pela menor probabilidade de chuva, sobrepondo a tradição à data real.
  • No mesmo dia da celebração, a família real emitiu condolências pela morte de Lady Pamela Hicks, dama de companhia da Rainha Isabel II — vida de serviço encerrada no dia em que a coroa festejava a sua própria continuidade.

No segundo sábado de junho, Londres transforma-se. Este ano, mais de mil e quatrocentos soldados, duzentos cavalos e quatrocentos músicos percorreram a capital britânica numa parada com raízes que recuam mais de dois séculos e meio. O Trooping the Colour reuniu a família real na varanda do Palácio de Buckingham, enquanto milhares de pessoas se alinhavam pelas ruas com bandeiras na mão.

A procissão desceu pela avenida The Mall até Whitehall, onde Carlos III inspecionou as tropas da Guarda Real numa saudação que marca o calendário britânico há gerações. A família juntou-se depois ao Rei para testemunhar a exibição aérea — aviões deixando rasto de fumo nas cores britânicas contra o céu de junho — antes de a cerimónia terminar com uma salva de quarenta e um tiros no Green Park.

A tradição remonta a 1748, quando alguém decidiu que junho era melhor do que outubro para uma parada ao ar livre: menos chuva, mais luz. A convenção manteve-se através dos séculos. Isabel II celebrava o seu aniversário oficial em junho, apesar de ter nascido a 21 de abril. Carlos III, que completa setenta e oito anos a 14 de novembro, segue o mesmo padrão.

Para quem quer assistir, há lugares reservados ao público por trinta libras — com aviso de dress code: nada de ganga ou sandálias, é uma ocasião formal na presença do Rei. Os chapéus são opcionais, mas recomendados.

A agenda daquele sábado não terminou com a família a deixar a varanda. Às três da tarde estava marcada a cerimónia fúnebre de Lady Pamela Hicks, antiga dama de companhia da Rainha Isabel II e prima do Príncipe Filipe. Os Reis descreveram-na como uma mulher cujo calor humano e perspicácia deixaram marca duradoura em todos os que a conheceram — uma vida de serviço à coroa, encerrada no mesmo dia em que a coroa celebrava a sua continuidade.

No segundo sábado de junho, Londres transforma-se numa celebração de pompa e tradição. Este ano, no dia 13, mais de mil e quatrocentos soldados, duzentos cavalos e quatrocentos músicos percorreram as ruas da capital britânica numa parada que tem raízes que recuam mais de dois séculos e meio. O Trooping the Colour, como é conhecida esta cerimónia militar, reuniu novamente a família real na varanda do Palácio de Buckingham, enquanto milhares de pessoas se alinhavam pelas ruas com bandeiras do Reino Unido na mão.

A procissão começou no Palácio de Buckingham e desceu pela avenida The Mall até Whitehall, onde decorre o coração da parada — a inspeção das tropas da Guarda Real. Carlos III foi recebido com uma saudação real e percorreu as fileiras de soldados, cumprindo um ritual que marca o calendário britânico há gerações. Depois, a família juntou-se ao Rei na varanda do palácio para testemunhar a exibição aérea da Força Aérea Real, com aviões que deixavam rasto de fumo nas cores britânicas — branco, azul e vermelho — contra o céu de junho. A cerimónia terminou com uma salva de quarenta e um tiros disparada no Green Park, o som ecoando pela cidade como ponto final de uma manhã de espectáculo.

A história desta celebração remonta a 1748, durante o reinado do Rei Jorge II, que fazia anos em outubro. Alguém decidiu que junho era melhor — menos chuva, mais luz, mais segurança para uma parada que decorre inteiramente ao ar livre. A tradição pegou e manteve-se através dos séculos. Até Isabel II, a antecessora de Carlos, seguiu o mesmo padrão, celebrando o seu aniversário oficial em junho, apesar de ter nascido a 21 de abril. Agora Carlos III, que completa setenta e oito anos apenas a 14 de novembro, também segue esta convenção estabelecida há mais de dois séculos e meio.

Para quem quer assistir presencialmente, a BBC transmite o evento em direto, mas há também lugares sentados reservados para o público. Um bilhete custa trinta libras — cerca de trinta e cinco euros — e vem com um aviso sobre o dress code. Nada de ganga, calções ou sandálias; é uma ocasião formal, na presença do Rei. Os chapéus são opcionais, mas recomendados — tanto para cumprimentar Sua Majestade e as Bandeiras durante a passagem, como para se proteger do sol que, em junho, é uma certeza em Londres.

Mas a agenda da realeza britânica naquele sábado não terminou com a família a deixar a varanda do palácio. Às três da tarde, estava marcada a cerimónia fúnebre de Lady Pamela Hicks, que tinha sido dama de companhia da Rainha Isabel II e era prima do Príncipe Filipe. Os Reis emitiram um comunicado expressando os seus pensamentos pela família enlutada, descrevendo Lady Pamela como uma mulher cujo calor humano, inteligência e perspicácia deixaram um impacto duradouro em todos os que a conheceram. Uma vida de serviço à coroa, encerrada no mesmo dia em que a coroa celebrava a sua continuidade.

Os pensamentos do Rei e da Rainha estão com a família de Lady Pamela, que lamenta a perda de uma mulher cujo calor humano, inteligência e perspicácia sempre causaram grande impacto
— Comunicado dos Reis sobre Lady Pamela Hicks
The Hearth Conversation Another angle on the story
Inventor

Porque é que a data do aniversário do Rei é celebrada em junho quando ele nasceu em novembro?

Model

É uma tradição que vem de 1748. O Rei Jorge II decidiu que junho era melhor para uma parada militar ao ar livre — menos chuva, mais previsibilidade. A convenção pegou e mantém-se até hoje, mesmo que o aniversário real seja noutro mês.

Inventor

Mais de mil e quatrocentos soldados, duzentos cavalos — é um evento muito grande.

Model

É uma das maiores cerimónias militares do calendário britânico. Não é apenas um desfile; é uma inspeção formal das tropas, uma exibição aérea, uma salva de tiros. É o Estado a mostrar-se a si mesmo.

Inventor

Há alguma coisa que as pessoas não saibam sobre este evento?

Model

Talvez o facto de que é transmitido em direto pela BBC, mas também se pode comprar bilhete para assistir presencialmente. Trinta libras. E há regras de vestuário — nada de ganga ou sandálias. É formal.

Inventor

E naquele dia específico, 13 de junho, havia mais alguma coisa a acontecer?

Model

Sim. Às três da tarde, a família real estava a assistir a uma cerimónia fúnebre. Lady Pamela Hicks, que tinha sido dama de companhia de Isabel II. A vida e a morte, lado a lado, no mesmo dia.

Contact Us FAQ