Família cobra Justiça após morte de caminhoneiro em briga com vizinho em SP

Caminhoneiro de 71 anos morreu após briga com vizinho, deixando esposa com problemas de saúde e três filhos dependentes de sua renda como sustentador da família.
Por conta de uma fumaça, tiraram a vida do meu tio?
Sobrinha de Antonio questiona como uma reclamação sobre o caminhão terminou em morte.
Mark

Como uma discussão sobre fumaça de um caminhão termina em morte?

Mimi

Não era só fumaça. Era meses de reclamações, de madrugadas com barulho, de vizinhança tensa. No sábado, quando Antonio ligou o motor, algo estourou. O vizinho saiu com uma mangueira. Houve contato físico. Antonio caiu. Ninguém sabe exatamente por quê — se foi o impacto, se foi o que o vizinho fez com ele.

Mark

O vizinho diz que se defendeu.

Mimi

Ele diz isso. Mas Antonio tinha 71 anos. O vizinho o segurou pelo pescoço, segundo uma testemunha. Há uma diferença entre defesa e o que pode ter acontecido.

Mark

A perícia não foi feita no dia?

Mimi

Choveu muito. A polícia não conseguiu fazer o trabalho de campo. Agora, semanas depois, qualquer evidência que pudesse esclarecer como Antonio morreu pode ter desaparecido.

Mark

Então a família não sabe realmente o que matou o tio?

Mimi

Não. Sabem que ele caiu, que houve uma briga, que ele morreu. Mas a causa oficial ainda está em um laudo que não chegou. Enquanto isso, o vizinho responde em liberdade.

Mark

E a esposa de Antonio?

Mimi

Tem problemas de saúde. Dependia do dinheiro que ele ganhava dirigindo aquele caminhão. Agora não tem ninguém.

  • Antonio dos Santos Puga, 71 anos, morreu em 25 de julho em Bonfim Paulista, Ribeirão Preto
  • Briga começou por reclamações sobre barulho e fumaça do caminhão de trabalho
  • Vizinho preso em flagrante, responde em liberdade; alega legítima defesa
  • Causa da morte aguarda laudo do Instituto Médico Legal
  • Perícia no local não foi realizada por causa de chuva forte

Antonio dos Santos Puga, 71 anos, morreu durante atendimento policial após briga com vizinho que reclamava de barulho e fumaça do caminhão. Vizinho foi preso em flagrante mas responde em liberdade; alega legítima defesa. Causa oficial da morte ainda aguarda laudo pericial do IML.

Caminhoneiro de 71 anos morre após discussão com vizinho sobre fumaça do veículo em Bonfim Paulista. Caso registrado como homicídio; vizinho responde em liberdade após audiência de custódia.

Antonio dos Santos Puga tinha 71 anos e trabalhava como caminhoneiro. No sábado 25 de julho, em Bonfim Paulista, um distrito de Ribeirão Preto no interior de São Paulo, ele ligou o motor de seu caminhão para partir em mais uma viagem. O vizinho saiu de casa. Houve uma discussão. Houve uma briga. Quando a polícia chegou, Antonio já estava mal. Ele morreu durante o atendimento, dentro de uma ambulância. A polícia registrou o caso como homicídio.

O que começou a briga? Reclamações. O vizinho reclamava do barulho do caminhão, da fumaça que entrava em sua casa. Antonio saía de madrugada, voltava tarde. Seu trabalho era seu trabalho. Segundo a sobrinha dele, Tatiele Fernanda Martins de Carvalho, aquela manhã de sábado não foi diferente — o caminhão foi ligado, a fumaça saiu, o vizinho saiu com uma mangueira e jogou água nele. A discussão escalou. Antonio caiu. Um primo testemunhou o vizinho segurando Antonio pelo pescoço.

Tatiele não consegue entender como chegou ali. "Por conta de uma fumaça, tiraram a vida do meu tio?", perguntou, sua voz carregada de incredulidade e raiva. Antonio tinha três filhos. Sua esposa tinha problemas de saúde. Ele continuava trabalhando porque a família dependia daquele dinheiro. Agora ela não tem mais ninguém para sustentar a casa.

O vizinho foi preso em flagrante. Depois, em audiência de custódia, foi liberado. Ele alega legítima defesa. O boletim de ocorrência registra sua versão: ele entrou em luta corporal com Antonio e se defendeu. A causa oficial da morte ainda não foi confirmada. A polícia requisitou um exame necroscópico ao Instituto Médico Legal. Tudo depende daquele laudo.

Há um problema na investigação. A perícia no local não foi feita no dia da ocorrência porque choveu forte. A chuva pode ter destruído evidências. Pode ter apagado marcas, manchas, qualquer coisa que pudesse contar a história do que realmente aconteceu naquela manhã. A polícia reconheceu isso no registro. Agora, semanas depois, a família espera que a justiça descubra a verdade. Tatiele é clara sobre o que quer: responsabilização. "Meu tio era uma pessoa de paz", disse. "Ele nunca brigou com ninguém. Ele tem que pagar pelo que fez."

Meu tio era uma pessoa de paz. Ele nunca brigou com ninguém. Ele tem que pagar pelo que fez.
— Tatiele Fernanda Martins de Carvalho, sobrinha de Antonio
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