Em momentos de fratura institucional, a autoridade de uma corte suprema se mede não apenas por suas decisões, mas pela capacidade de falar com uma única voz. O ministro Edson Fachin, na presidência do Supremo Tribunal Federal, interveio para suspender deliberações conflitantes de colegas sobre a Polícia Federal, convocar um plenário de reconciliação e impor um prazo de 48 horas ao diretor da corporação — três gestos que, juntos, buscam recompor a coerência de uma instituição que havia começado a falar em muitas línguas ao mesmo tempo. O que está em jogo não é apenas um impasse administrativo,