Fachin devolve a Mendonça relatoria do caso INSS e mantém o Master sob sua responsabilidade

Não há mais motivos para reter as investigações na presidência do Supremo
Fachin justificou a devolução do caso do INSS a André Mendonça, retirado dele em setembro.
Mark

Em termos simples, o que Fachin decidiu?

Mimi

Duas coisas. O caso dos descontos ilegais no INSS volta para André Mendonça, e o caso do Banco Master fica com Fachin por 90 dias.

Mark

Por que o INSS saiu de Mendonça em setembro?

Mimi

Foi no auge da crise interna do Supremo, depois da guerra de liminares sobre o pedido de investigação contra Alexandre de Moraes, citado em mensagens do celular de Daniel Vorcaro.

Luke

Cuidado aqui: a notícia liga a retirada a esse contexto, mas não detalha a motivação formal de cada transferência. O que está dito é o momento em que ocorreu.

Mark

E por que o Master não pode ser distribuído aos outros ministros?

Mimi

Segundo Fachin, porque o caso envolve citações a membros da Corte.

Luke

Essa é a justificativa dele. A reportagem não diz quem é citado além do que já se sabe sobre Moraes nas mensagens.

Mark

Na prática, o que muda enquanto o Master fica com ele?

Mimi

Fachin decide medidas urgentes pedidas pela PF ou pela PGR, como revogação de prisões e autorização de diligências.

Luke

E nada disso está definitivo: o plenário ainda precisa referendar, sem data marcada. O que acontece depois dos 90 dias também não foi informado.

  • A decisão de Fachin reacende a disputa interna que tomou conta do Supremo desde setembro, quando processos foram retirados de Mendonça em meio a uma guerra de liminares.
  • O caso Master ganha uma tensão particular: mensagens do ex-banqueiro Daniel Vorcaro citam o ministro Alexandre de Moraes, e isso impede que o processo seja distribuído aos demais ministros.
  • Fachin segue com a caneta das decisões urgentes, como pedidos da Polícia Federal e da PGR para revogar prisões ou autorizar diligências.
  • O destino final ainda está em aberto: a decisão precisa ser referendada pelo plenário, sem data marcada, e o prazo de 90 dias do caso Master se aproxima sem resposta definida.

Num momento em que o Supremo Tribunal Federal ainda carrega as marcas de uma crise interna recente, o presidente Edson Fachin decidiu redistribuir duas investigações sensíveis que estavam sob sua guarda. O caso dos descontos ilegais nos benefícios do INSS volta às mãos do ministro André Mendonça, que o conduzia antes de ser afastado em setembro. Já o caso do Banco Master permanece com Fachin por mais 90 dias, porque toca em citações a integrantes da própria Corte, o que impede sua entrega aos demais ministros. A medida, ainda pendente de referendo do plenário, mostra uma instituição tentando reorganizar seus próprios limites enquanto apura fatos que a atingem de perto.

Na quinta-feira (29), o presidente do Supremo Tribunal Federal, ministro Edson Fachin, redistribuiu duas das investigações mais sensíveis em curso na Corte. Devolveu ao ministro André Mendonça a relatoria do caso dos descontos ilegais em benefícios do INSS e manteve consigo o caso do Banco Master.

No caso do INSS, Fachin entendeu que não há mais motivo para que as investigações permaneçam na presidência. A retirada de Mendonça havia ocorrido em setembro, em meio a uma crise interna marcada por uma guerra de liminares sobre um pedido de investigação contra o ministro Alexandre de Moraes, citado em mensagens do ex-banqueiro Daniel Vorcaro obtidas pela Polícia Federal.

Já o Banco Master seguirá com Fachin por 90 dias, contados a partir de 12 de setembro. O motivo é que o caso envolve citações a membros da própria Corte e, por isso, não pode ser distribuído aos demais ministros. Enquanto isso, caberá a Fachin decidir sobre medidas urgentes solicitadas pela PF ou pela PGR, como pedidos de revogação de prisões e autorizações para diligências.

A decisão ainda não é definitiva. Precisa ser referendada pelo plenário do Supremo, que não tem data marcada para o julgamento. O que se acompanha agora é quando os ministros vão analisar a medida e qual será o destino do caso Master ao fim do prazo.

Na quinta-feira (29), o presidente do Supremo Tribunal Federal, ministro Edson Fachin, tomou uma decisão que redistribui duas das investigações mais sensíveis em curso na Corte: devolveu ao ministro André Mendonça a relatoria do caso dos descontos ilegais em benefícios do INSS e manteve consigo o caso do Banco Master.

Sobre o INSS, o entendimento de Fachin foi direto. Em sua decisão, ele concluiu que não há mais motivo para que as investigações permaneçam retidas na presidência do Supremo. O caso, portanto, volta às mãos de quem o conduzia antes.

A retirada havia ocorrido em setembro, no auge de uma crise interna no tribunal. Na ocasião, o Supremo viveu uma guerra de liminares em torno de um pedido de investigação contra o ministro Alexandre de Moraes. Moraes é citado em mensagens obtidas pela Polícia Federal no celular do ex-banqueiro Daniel Vorcaro. Foi nesse contexto que o processo do INSS saiu de Mendonça.

Os processos do Banco Master também foram retirados de Mendonça naquele momento, mas tiveram destino diferente agora. Fachin decidiu que as investigações sobre o banco continuam sob sua relatoria temporária pelo prazo de 90 dias, contados a partir de 12 de setembro.

A justificativa do presidente do STF é que o caso ainda não pode ser distribuído entre os demais ministros, porque envolve citações a membros da própria Corte. Enquanto esse quadro persistir, a presidência segue como o ponto de condução do processo.

Há uma consequência prática nessa escolha. Enquanto o caso Master permanecer com Fachin, caberá a ele decidir sobre as medidas urgentes que a Polícia Federal ou a Procuradoria-Geral da República eventualmente solicitarem. Entre os exemplos estão pedidos de revogação de prisões e autorizações para diligências.

A decisão ainda não é definitiva. Ela será submetida a referendo do plenário do Supremo, e a data do julgamento não foi definida. O que se acompanha agora é quando os ministros vão analisar a medida e o que acontecerá com o caso Master ao fim do prazo de 90 dias.

Fachin entendeu que não há mais motivos para manter as investigações do INSS na presidência do Supremo.
— Edson Fachin, presidente do STF, em decisão (paráfrase)
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