No cruzamento entre a autoridade judicial e a prerrogativa executiva, o Supremo Tribunal Federal se vê diante de uma questão que vai além do destino de um servidor: quem detém, de fato, o poder de nomear e destituir os guardiões da ordem institucional? O afastamento do diretor-geral da Polícia Federal por decisão individual de um ministro desencadeou um recurso da AGU que coloca em tensão a separação de poderes e a cadeia de comando constitucional. Enquanto o julgamento permanece suspenso e a decisão segue em vigor, o tribunal revela, mais uma vez, as fraturas que atravessam suas próprias fund