No coração do Supremo Tribunal Federal, uma crise institucional de rara gravidade se instala: o presidente Edison Fachin convocou ministros, o procurador-geral da República e o diretor da Polícia Federal a prestarem contas em cinco dias sobre investigações que apontam conexões entre autoridades da Corte e o empresário Daniel Vorcaro. O que está em julgamento não é apenas a conduta de indivíduos, mas a integridade dos próprios mecanismos que deveriam garantir a lisura do Estado — os protocolos de investigação, o sigilo judicial e os limites do poder policial diante das mais altas instâncias da