Em um momento em que o Brasil se aproxima das urnas, o Supremo Tribunal Federal enfrenta uma crise que transcende seus corredores e alcança as ruas. Edson Fachin, presidente da Corte, pondera uma redistribuição de inquéritos — assumindo casos sensíveis de colegas em conflito — como forma de restaurar o equilíbrio institucional antes que a disputa interna se converta em combustível eleitoral. É a busca antiga por serenidade em tempos de paixão: a tentativa de que a lei, e não o espetáculo, dite o ritmo da democracia.