Quando um país usa tarifas comerciais para contestar decisões de um tribunal estrangeiro, o que está em jogo não é apenas o preço de mercadorias, mas a fronteira entre soberania e influência. Na quinta-feira, o presidente do STF, Edson Fachin, respondeu ao novo tarifaço americano — que citou explicitamente decisões do Supremo sobre plataformas digitais — com uma declaração de independência institucional: a Corte seguirá seu curso orientada pela Constituição brasileira, não por pressões externas. O episódio expõe uma tensão mais profunda sobre quem define os limites da jurisdição no mundo inter