No coração do Supremo Tribunal Federal brasileiro, um intervalo deliberado foi aberto: o ministro Fachin suspendeu até 22 de setembro os julgamentos que envolvem o ministro Alexandre de Moraes e o empresário Daniel Vorcaro, enquanto a Procuradoria-Geral da República investiga se houve interferência indevida em um relatório da Polícia Federal que conecta os dois. É um momento em que a própria instituição pausa para examinar a integridade dos processos que a sustentam — um gesto que reconhece, antes de qualquer veredito, que a legitimidade da justiça depende da lisura do caminho que a ela conduz