No coração de uma das mais graves crises institucionais recentes do Judiciário brasileiro, o presidente do STF, Edson Fachin, recua diante do inevitável: o julgamento sobre abuso de autoridade do ministro André Mendonça, marcado para 23 de setembro, será adiado — não por falta de vontade, mas pelo peso de um tribunal que consome a si mesmo. O pedido de vista do ministro Flávio Dino criou um impedimento técnico que é, ao mesmo tempo, sintoma e símbolo de uma corte onde o conflito entre facções rivais ameaça paralisar a própria missão de julgar.