Em setembro de 2026, o Brasil registrou exportações de US$ 34,42 bilhões — um crescimento de 12,9% ante o mesmo mês do ano anterior —, sinalizando uma recuperação parcial que, como tantas vezes na história econômica, revela tanto o que avança quanto o que ainda resiste. O superávit comercial de US$ 7,74 bilhões e o saldo acumulado de US$ 62,4 bilhões nos primeiros nove meses do ano contam uma história de resiliência, mas também de dependência: o salto nas vendas para os Estados Unidos foi impulsionado pela suspensão temporária de tarifas sobre carne e café, lembrando que os números do comércio
Exportações brasileiras crescem 12,9% em setembro; vendas para EUA disparam 31,9%
Carne bovina cresceu 524% em setembro após suspensão de tarifas
Como um crescimento de 12,9% em setembro se concilia com a queda de 6,5% no acumulado do ano para os EUA?
Setembro foi um mês atípico porque algumas tarifas foram suspensas — especialmente sobre carne e café. Isso criou um pico artificial naquele mês. Mas ao longo de todo o ano, as sobretaxas americanas continuaram pesando.
Espera aí. O crescimento de 31,9% para os EUA em setembro é real, mas é quase inteiramente explicado pela suspensão de tarifas que já existiam no ano anterior? Então não é exatamente uma mudança de política, é só o calendário das tarifas.
Exatamente. É o efeito de base — setembro do ano passado tinha tarifas, setembro deste ano não tinha. Quando você tira um obstáculo, o comércio volta.
E isso significa que quando as tarifas voltarem, as exportações caem de novo?
A fonte não diz se essas tarifas foram suspensas permanentemente ou se voltam. Isso é crucial para entender se é uma melhora real ou só um alívio temporário.
Boa observação. O que sabemos é que carne bovina cresceu 524% e café 108% em setembro. Esses números são imensos.
Mas se as tarifas voltarem em outubro, esses números desabam de novo?
Provavelmente. A fonte não oferece clareza sobre a duração da suspensão. Só diz que as tarifas foram suspensas em outubro do ano passado.
O que importa agora é monitorar se essa suspensão se mantém ou se as tarifas retornam. Setembro foi um respiro, mas o ano inteiro ainda mostra pressão.
Der Puls
- As exportações brasileiras saltaram 12,9% em setembro, mas o alívio é parcial: as sobretaxas americanas ainda pesam sobre o acumulado do ano, que registra queda de 6,5% nas vendas para os EUA.
- A suspensão temporária de tarifas sobre carne bovina e café criou um pico explosivo nas vendas — 524% e 108% de crescimento, respectivamente —, distorcendo a leitura do mês e mascarando a pressão estrutural.
- O superávit acumulado de US$ 62,4 bilhões nos primeiros nove meses de 2026 representa alta de 34,8%, sinalizando que o Brasil vende mais do que compra, mesmo em um ambiente comercial adverso.
- Analistas do Ministério alertam que o crescimento de setembro é uma respiração pontual, não uma reversão de tendência — a fricção tarifária com os Estados Unidos permanece como pano de fundo dominante.
Em setembro de 2026, o Brasil registrou exportações de US$ 34,42 bilhões — um crescimento de 12,9% ante o mesmo mês do ano anterior —, sinalizando uma recuperação parcial que, como tantas vezes na história econômica, revela tanto o que avança quanto o que ainda resiste. O superávit comercial de US$ 7,74 bilhões e o saldo acumulado de US$ 62,4 bilhões nos primeiros nove meses do ano contam uma história de resiliência, mas também de dependência: o salto nas vendas para os Estados Unidos foi impulsionado pela suspensão temporária de tarifas sobre carne e café, lembrando que os números do comércio exterior raramente são apenas números — são reflexos de decisões políticas tomadas longe das fazendas e dos portos.
Em setembro de 2026, as exportações brasileiras chegaram a US$ 34,42 bilhões, crescimento de 12,9% em relação ao mesmo mês do ano anterior. A balança comercial fechou com superávit de US$ 7,74 bilhões, e o saldo acumulado nos primeiros nove meses do ano atingiu US$ 62,4 bilhões — alta de 34,8% na comparação anual. A corrente de comércio total alcançou US$ 506,91 bilhões no período, crescimento de 8%.
O destaque do mês foram as vendas para os Estados Unidos, que subiram 31,9%, chegando a US$ 3,52 bilhões. O salto, porém, tem uma explicação específica: tarifas que incidiam sobre carne bovina e café em setembro do ano anterior haviam sido suspensas em outubro daquele mesmo ano, criando uma base de comparação favorável. O resultado foi expressivo — as vendas de carne cresceram 524% e as de café, 108%.
Mas o cenário mais amplo conta uma história diferente. No acumulado de janeiro a setembro, as exportações brasileiras para os EUA caíram 6,5%, totalizando US$ 28,37 bilhões. As sobretaxas americanas que continuam vigentes sobre muitos produtos brasileiros explicam essa queda. O crescimento de setembro, como ressaltou Herlon Alves Brandão, analista do Ministério, é um alívio pontual — não o fim da pressão tarifária que marca a relação comercial entre os dois países neste ano.
Em setembro, as exportações brasileiras alcançaram US$ 34,42 bilhões, um salto de 12,9% comparado ao mesmo mês do ano anterior. O resultado trouxe alívio aos operadores de comércio exterior: a balança comercial fechou com superávit de US$ 7,74 bilhões, o que representa 146,4% de saldo positivo entre o que o país vendeu e comprou no exterior. Esses números, divulgados pelo Ministério do Desenvolvimento, Indústria, Comércio e Serviços, refletem uma dinâmica complexa de recuperação parcial em um cenário ainda marcado por pressões tarifárias.
Nos nove primeiros meses de 2026, o saldo positivo acumulado chegou a US$ 62,4 bilhões, uma alta de 34,8% em relação ao mesmo período do ano passado. A corrente de comércio — a soma de todas as compras e vendas externas do país — atingiu US$ 61,10 bilhões apenas em setembro. No acumulado do ano, esse fluxo total de transações comerciais alcançou US$ 506,91 bilhões, crescimento de 8% na comparação anual.
O destaque do mês foi o desempenho das vendas para os Estados Unidos. As exportações brasileiras para o mercado americano subiram 31,9% em setembro, chegando a US$ 3,52 bilhões. Esse crescimento, porém, carrega uma nuance importante: ele ocorreu porque algumas das tarifas que vigoravam no mês anterior foram suspensas. Herlon Alves Brandão, analista de comércio exterior do Ministério, explicou em coletiva de imprensa que as sobretaxas sobre carne e café, que estavam em vigor em setembro do ano anterior, foram removidas em outubro daquele ano. Com a suspensão das tarifas, esses produtos explodiram em volume: as vendas de carne bovina cresceram 524% em relação a setembro do ano anterior, enquanto as exportações de café subiram 108%. Máquinas de energia elétrica, ferro gusa e aeronaves também registraram aumentos significativos.
Mas o quadro geral para o mercado americano permanece desafiador. Quando se olha para o acumulado de janeiro a setembro, as exportações brasileiras para os EUA caíram 6,5%, totalizando US$ 28,37 bilhões. Essa queda reflete o peso das sobretaxas americanas que continuam incidindo sobre muitos produtos brasileiros. O crescimento de setembro, portanto, é mais uma respiração em um contexto de pressão contínua do que uma reversão de tendência. A suspensão temporária de algumas tarifas criou um pico pontual nas vendas, mas não eliminou a fricção comercial que marca a relação entre os dois países neste ano.
Bemerkenswerte Zitate
Em setembro do ano passado vigoravam também as tarifas para carne e café, que foram suspensas em outubro— Herlon Alves Brandão, analista de comércio exterior do Mdic