Explosões em Kiev e ataque a central nuclear russa marcam escalada de ataques

Não há informações sobre vítimas ou danos diretos a civis mencionados no artigo.
Ataques a instalações nucleares são inaceitáveis
Diretor da AIEA reage ao impacto de drone na central de Kursk durante operações do reator.
Mark

Porque é que os ataques a centrais nucleares importam tanto neste conflito? Parecem ser apenas mais um alvo.

Mimi

Não são apenas mais um alvo. Uma central nuclear atingida não é como um edifício de escritórios. Se o sistema de arrefecimento falhar, o reator pode sobreaquecer. Estamos a falar de contaminação radiológica que não respeita fronteiras.

Luke

Mas o reator de Kursk estava em funcionamento e foi atingido. Houve libertação de radiação?

Mimi

Não há relatos de níveis anormais de radioatividade. Mas é por isso que a AIEA chamou inaceitável ao ataque — o risco existe, mesmo que desta vez não tenha havido consequências graves.

Mark

E Zaporijia? Essa é a maior da Europa.

Mimi

Exatamente. Está sob ocupação russa, o que torna a situação ainda mais complexa. A AIEA não consegue inspecionar adequadamente. É um ponto de vulnerabilidade permanente.

Luke

Há quanto tempo isto está a acontecer? Estes ataques a nucleares?

Mimi

Desde 2024, pelo menos. Mas intensificou-se. Em julho deste ano, outra torre foi atingida. Agora isto. É uma escalada clara.

Mark

E se um destes ataques conseguisse danificar realmente um reator?

Luke

Seria uma catástrofe regional. Mas também é importante notar que nenhum dos ataques até agora causou libertação significativa de radiação. Isso não significa que o risco não seja real.

Mimi

O silêncio de Moscovo e Kiev sobre isto é preocupante. Ambos sabem o que está em jogo.

  • Kiev foi bombardeada na madrugada de quinta-feira com mísseis de cruzeiro e drones russos, com múltiplas explosões relatadas por testemunhas em toda a capital.
  • Uma torre de arrefecimento da central nuclear de Kursk foi atingida por um drone ucraniano enquanto o reator estava em funcionamento, elevando o risco a um patamar crítico.
  • Este não é o primeiro incidente em Kursk: ataques anteriores já haviam danificado infraestruturas da mesma central, e Putin acusara Kiev de planear ataques à instalação desde 2024.
  • A AIEA foi imediatamente notificada e o seu diretor Rafael Grossi classificou os ataques a instalações nucleares como inaceitáveis, mas nem Moscovo nem Kiev responderam publicamente.
  • Zaporijia e Chernobyl permanecem igualmente vulneráveis, com o próprio sarcófago do desastre de 1986 já atingido por um drone russo, tornando a ameaça nuclear uma constante do conflito.

Na madrugada de uma quinta-feira de setembro, Kiev voltou a despertar sob o estrondo de mísseis e drones russos, enquanto, do outro lado da fronteira, uma torre de arrefecimento da central nuclear de Kursk era atingida por um drone ucraniano — com o reator em pleno funcionamento. O conflito, que já dura mais de quatro anos, aproxima-se cada vez mais de um limiar onde a destruição convencional e o risco radiológico se tornam difíceis de distinguir. A Agência Internacional de Energia Atómica, voz solitária de cautela num teatro de guerra crescente, reafirmou que ataques a instalações nucleares são, simplesmente, inaceitáveis.

Kiev acordou sob fogo na madrugada de quinta-feira. O presidente da câmara municipal confirmou o que os moradores já pressentiam pelos sons que rasgavam o céu: a capital ucraniana estava a ser bombardeada por mísseis de cruzeiro e drones russos. Testemunhas espalhadas pela cidade relataram múltiplas explosões num ataque coordenado contra infraestruturas críticas.

Ao mesmo tempo, a Rússia confirmava que uma torre de arrefecimento da central nuclear de Kursk havia sido atingida por um drone ucraniano. O detalhe que pesava sobre tudo o resto: o reator estava em funcionamento no momento do impacto. A Agência Internacional de Energia Atómica foi imediatamente notificada, e o seu diretor, Rafael Grossi, não hesitou em classificar os ataques a instalações nucleares como inaceitáveis.

O incidente não é isolado. Em julho, o governador da região já havia acusado a Ucrânia de danificar uma torre de refrigeração numa segunda unidade da mesma central. Antes disso, Putin acusara Kiev de planear um ataque à instalação, e um drone ucraniano chegou a provocar um incêndio nas proximidades, sem que fossem detetadas leituras anormais de radioatividade.

As centrais nucleares tornaram-se um ponto de tensão permanente desde a invasão de fevereiro de 2022. A AIEA alerta regularmente para o risco de catástrofe em Zaporijia — a maior central nuclear da Europa, sob ocupação russa — e em Chernobyl, cujo sarcófago construído sobre o desastre de 1986 foi ele próprio atingido por um drone russo. Nem Moscovo nem Kiev comentaram os alertas da agência da ONU. O silêncio, por si só, diz muito sobre a gravidade do que está em jogo.

Kiev acordou sob fogo na madrugada de quinta-feira. O presidente da câmara municipal confirmou o que os moradores já sabiam pelos sons que enchiam o céu: a capital ucraniana estava a ser bombardeada por mísseis de cruzeiro e drones russos. Testemunhas espalhadas pela cidade relataram múltiplas explosões, o padrão agora familiar de um ataque coordenado que visava infraestruturas críticas.

Ao mesmo tempo, a Rússia confirmava que uma das suas próprias instalações havia sido atingida. Uma torre de arrefecimento da central nuclear de Kursk, localizada no sudoeste do país, recebeu o impacto de um drone ucraniano durante a mesma madrugada. O detalhe que importava: o reator estava em funcionamento quando foi atingido. A Agência Internacional de Energia Atómica foi imediatamente notificada, e o seu diretor, Rafael Grossi, não hesitou em caracterizar os ataques a instalações nucleares como inaceitáveis.

O incidente em Kursk não é isolado. Em julho deste ano, o governador da região já havia acusado a Ucrânia de danificar uma torre de refrigeração numa segunda unidade da mesma central, ainda em construção junto ao reator original, que data dos anos 1970. Antes disso, em 2024, Vladimir Putin havia acusado Kiev de planear um ataque à instalação. No ano seguinte, um drone ucraniano provocou um incêndio nas proximidades das estruturas, embora nenhuma leitura anormal de radioatividade tenha sido detetada.

As centrais nucleares tornaram-se um ponto de tensão permanente desde a invasão russa de fevereiro de 2022. A Agência Internacional de Energia Atómica emite alertas regulares sobre o risco de catástrofe, particularmente em relação a duas instalações: Zaporijia, a maior central nuclear da Europa, que permanece sob ocupação russa no sul do país, e Chernobyl, a norte de Kiev. O sarcófago construído para confinar os depósitos radioativos do desastre de 1986 foi ele próprio atingido por um drone russo, um símbolo da vulnerabilidade destas estruturas críticas.

Nem Moscovo nem Kiev comentaram as informações divulgadas pela agência da ONU. O silêncio é revelador: ambos os lados reconhecem a gravidade do que está em jogo. Os ataques continuam a escalar, e as instalações nucleares permanecem no centro de um conflito onde a margem entre dano convencional e catástrofe radiológica é cada vez mais tênue.

Os ataques a instalações nucleares são inaceitáveis
— Rafael Grossi, diretor da Agência Internacional de Energia Atómica
Quer a matéria completa? Leia o original em RTP ↗
Fale Conosco FAQ