Nas montanhas isoladas da Serra do Aracá, no coração da Amazônia, pesquisadores passaram três semanas coletando o que pode ser um dos acervos biológicos mais significativos das últimas décadas. Centenas de espécimes de répteis, anfíbios, mamíferos, aves, plantas e fungos aguardam análise — e a maioria dos répteis e anfíbios pode ser inteiramente nova para a ciência. O isolamento geográfico dessas montanhas, que funcionam como ilhas evolutivas dentro do continente, preservou formas de vida que o mundo ainda não conhece, e agora a paciência do laboratório começa onde a coragem do campo terminou.