Num momento em que a Ucrânia combate pela sua sobrevivência, o ex-ministro da Defesa Mykhailo Fedorov levanta uma questão que transcende a estratégia militar: pode uma democracia adiar indefinidamente o seu próprio exercício sem trair aquilo que defende? Afastado do cargo em julho após apenas seis meses, Fedorov desafia publicamente Zelensky, argumentando que permitir que a guerra suspenda as eleições é, em si mesma, uma vitória para Putin. A proposta esbarra numa proibição constitucional clara, mas o seu verdadeiro peso é filosófico — é o lembrete de que a legitimidade do poder não sobrevive