Em Niquelândia, norte de Goiás, a fuga de Wesley Pereira da Silva chegou ao fim não por acaso, mas porque vizinhos romperam o silêncio. Foragido por tentativa de feminicídio, ele havia atacado a ex-esposa com uma faca em julho, deixando marcas profundas no rosto, na orelha, nos braços e na mão — movido, segundo a polícia, pela suspeita de traição. A prisão, em 25 de setembro, revela tanto a persistência da violência quanto a possibilidade de interrupção quando a comunidade e o Estado agem juntos.
Ex-marido foragido é preso após cortar rosto e orelha de mulher em Goiás
Cortes profundos no rosto, orelha, braços e mão documentam a brutalidade
Por que esse caso importa além da prisão em si? Parece ser um entre muitos.
Porque mostra o padrão. Silva atacou duas mulheres diferentes, ambas por suspeita de traição. Ele estava foragido e continuou cometendo crimes. A polícia só o encontrou porque vizinhos denunciaram ameaças.
Espera — ele estava foragido por tentativa de feminicídio quando atacou a segunda mulher? Isso significa que o sistema já o procurava quando ele agrediu novamente?
Exatamente. Ele conheceu a segunda mulher em Goianésia enquanto era procurado. Continuou livre o tempo suficiente para atacá-la também.
E quanto à primeira vítima — ela está segura agora?
A reportagem documenta as feridas dela com fotos, mas não diz onde ela está ou se recebeu proteção. Sabemos que sofreu cortes no rosto, orelha, braços e mão.
Isso é um detalhe importante que falta. Sabemos que ele foi preso, mas não sabemos se há medida protetiva, se ela teve acesso a atendimento, se há acompanhamento.
E a motivação — ciúmes e suspeita de traição — é comum nesses casos?
Muito comum. A polícia registrou que ele acreditava que ela o traía. Esse tipo de ciúme obsessivo aparece em muitos casos de violência doméstica.
Mas "acreditava" é importante. Não sabemos se havia traição real ou apenas suspeita dele. A reportagem não deixa claro.
Então o que muda agora que ele está preso?
Ele responde pelos ataques a ambas as mulheres. Permanece detido. Mas o sistema ainda precisa processar os casos, julgar, condenar.
E enquanto isso, as vítimas continuam vivendo com as cicatrizes — literais e emocionais — que ele deixou.
O Pulso
- Wesley Silva estava foragido da Justiça e continuava a ameaçar pessoas ao seu redor, criando um clima de medo entre moradores de Quebra Linha.
- O ataque à ex-esposa em julho foi brutal: golpes de faca deixaram cortes profundos no rosto, orelha, braços e mão — feridas motivadas por ciúme e suspeita de infidelidade.
- Enquanto fugia, Silva conheceu outra mulher em Goianésia e é suspeito de também tê-la atacado, repetindo o mesmo padrão de violência.
- Foram os próprios moradores da região que denunciaram sua presença, permitindo que a CPE de Uruaçu o localizasse e efetuasse a prisão.
- Silva permanece detido e responde pelos ataques a duas ex-companheiras, com a acusação de tentativa de feminicídio já registrada no sistema de Justiça.
Em Niquelândia, norte de Goiás, a fuga de Wesley Pereira da Silva chegou ao fim não por acaso, mas porque vizinhos romperam o silêncio. Foragido por tentativa de feminicídio, ele havia atacado a ex-esposa com uma faca em julho, deixando marcas profundas no rosto, na orelha, nos braços e na mão — movido, segundo a polícia, pela suspeita de traição. A prisão, em 25 de setembro, revela tanto a persistência da violência quanto a possibilidade de interrupção quando a comunidade e o Estado agem juntos.
Wesley Pereira da Silva, 38 anos, foi preso em 25 de setembro em Niquelândia, no norte de Goiás, encerrando um período de fuga da Justiça. Foram os moradores da região, próxima ao povoado de Quebra Linha, que alertaram as autoridades: Silva estava ameaçando vizinhos. Agentes da CPE de Uruaçu o localizaram e efetuaram a prisão.
O crime que originou o mandado de captura aconteceu em julho. Acreditando que a ex-esposa o traía, Silva a atacou com uma faca. As marcas do ataque são visíveis em múltiplas partes do corpo da vítima — rosto, orelha, braços e mão. A brutalidade dos ferimentos documenta a violência de um ato movido por ciúme e desconfiança.
O caso não envolve apenas uma vítima. Enquanto ainda estava foragido, Silva conheceu outra mulher em Goianésia, na região central do estado, e é suspeito de tê-la atacado também. O padrão se repetiu: suspeita de infidelidade, resposta violenta, nova vítima.
Após a captura, Silva foi encaminhado a uma unidade prisional e permanecia detido até a última atualização desta reportagem. Ele responde pelos ataques a ambas as ex-companheiras. O caso integra uma série de episódios de violência contra mulheres registrados em Goiás no mesmo período — e sua prisão representa um momento em que o sistema conseguiu intervir antes que a violência chegasse ao fim mais irreversível.
Wesley Pereira da Silva, 38 anos, estava foragido da Justiça quando a polícia o encontrou em Niquelândia, no norte de Goiás, na sexta-feira 25 de setembro. Ele havia sido procurado por tentativa de feminicídio — e quando os agentes da CPE de Uruaçu o localizaram, perto do povoado de Quebra Linha, foi porque moradores da região haviam denunciado que ele estava ameaçando os vizinhos. A prisão encerrou um período em que Silva permanecia foragido, evitando a captura enquanto se movia pelo estado.
O que levou à sua prisão foi um ato de violência contra sua ex-esposa. Em julho, acreditando que ela o estava traindo, Silva desferiu golpes de faca contra o seu rosto. As imagens da vítima documentam a brutalidade do ataque: cortes profundos no rosto, na orelha, nos braços e na mão. Segundo a Polícia Militar, a suspeita de traição foi o que motivou o crime. A mulher carrega agora as marcas visíveis dessa violência em múltiplas partes do corpo.
Mas Silva não atacou apenas uma mulher. De acordo com os registros da polícia, ele é suspeito de tentar matar duas ex-companheiras. A segunda vítima foi uma mulher que ele conheceu em Goianésia, na região central do estado, enquanto ainda estava foragido da Justiça. O padrão de comportamento — ciúmes, suspeita de infidelidade, resposta violenta — se repetiu.
Após a prisão, Silva foi levado a uma unidade prisional. Segundo dados do Tribunal de Justiça de Goiás, ele permanecia detido até o momento em que esta reportagem foi atualizada. Ele agora responde pelos ataques a ambas as mulheres, com a acusação inicial de tentativa de feminicídio já documentada no sistema de Justiça. A defesa de Silva não foi contatada para comentar o caso.
O caso integra uma série de episódios de violência contra mulheres registrados em Goiás no mesmo período — mulheres esfaqueadas por ex-parceiros, outras estranguladas, outras mortas. Cada um desses casos deixa marcas que vão além das feridas físicas, e cada prisão representa um momento em que o sistema conseguiu intervir antes que a violência chegasse ao seu desfecho final.
Citações Notáveis
Segundo a Polícia Militar, o crime foi motivado por uma desconfiança do suspeito sobre uma suposta traição dela.— Polícia Militar de Goiás