Na tarde de uma quarta-feira varrida pelo vento, um muro cedeu na rua Júlio Otoni, em Santa Teresa, e levou consigo Tássio Maia dos Santos, ex-jogador do Botafogo que havia trocado os gramados pela vida de empreendedor carioca. Aos 41 anos, ele se tornava símbolo involuntário de uma cidade que enfrenta, ao mesmo tempo, a fragilidade de suas estruturas antigas e a violência crescente do clima. O episódio não foi apenas uma tragédia pessoal: a mesma ventania paralisou trens, desviou voos e apagou as luzes de toda a região metropolitana, lembrando que o risco raramente chega sozinho.
Ex-jogador Tássio, do Botafogo, morre em desabamento de muro no Rio
Uma nuvem de poeira explodiu pela rua, assustando pedestres que escaparam por pouco
Como um ex-jogador que saiu dos holofotes acaba envolvido em um desastre assim?
Tássio tinha uma vida além do futebol. Ele era sócio de um espaço para eventos em Santa Teresa, um negócio que o mantinha na cidade, na rua onde o muro desabou.
A ventania foi realmente tão severa?
Foi devastadora. Não foi só o muro. Trens, metrô, energia — a cidade inteira parou. Tássio estava no lugar errado, na hora errada.
Ele era conhecido como jogador?
Sim, mas não era uma estrela. Um atacante técnico, forte no jogo aéreo. Jogou em vários lugares — Rio, São Paulo, até Portugal e China. Mas era um profissional sólido.
E a segunda vítima?
Um amigo dele. Os detalhes são poucos, mas estava junto quando o muro desabou. Duas vidas perdidas em segundos.
O que isso diz sobre a cidade?
Que Santa Teresa, como muitas áreas antigas do Rio, tem estruturas frágeis. Uma ventania forte é suficiente. Não é apenas sobre Tássio — é sobre quantas outras pessoas estão vivendo sob risco sem saber.
O Pulso
- Uma ventania incomum varreu o Rio de Janeiro na quarta-feira, derrubando um muro em Santa Teresa e matando duas pessoas em questão de segundos.
- Câmeras de segurança registraram a nuvem de poeira que explodiu pela rua Júlio Otoni, enquanto pedestres fugiam por pouco do colapso.
- A tempestade paralisou trens, metrô e voos no Galeão, além de deixar toda a cidade e a região metropolitana sem energia elétrica.
- O Botafogo e o Resende FC prestaram homenagens ao ex-atacante, revelando uma trajetória que passou por Portugal, China e várias cidades brasileiras.
- A Defesa Civil segue buscando um pescador desaparecido em Angra dos Reis, enquanto cresce a pressão por investigações sobre a segurança de estruturas em áreas de risco.
Na tarde de uma quarta-feira varrida pelo vento, um muro cedeu na rua Júlio Otoni, em Santa Teresa, e levou consigo Tássio Maia dos Santos, ex-jogador do Botafogo que havia trocado os gramados pela vida de empreendedor carioca. Aos 41 anos, ele se tornava símbolo involuntário de uma cidade que enfrenta, ao mesmo tempo, a fragilidade de suas estruturas antigas e a violência crescente do clima. O episódio não foi apenas uma tragédia pessoal: a mesma ventania paralisou trens, desviou voos e apagou as luzes de toda a região metropolitana, lembrando que o risco raramente chega sozinho.
Na tarde de quarta-feira, uma ventania intensa atingiu o Rio de Janeiro e derrubou um muro na rua Júlio Otoni, em Santa Teresa. Entre as vítimas estava Tássio Maia dos Santos, 41 anos, ex-atacante do Botafogo. Câmeras de segurança registraram o momento em que uma nuvem de poeira tomou a rua, enquanto pedestres escapavam por pouco.
Tássio havia encerrado a carreira nos gramados após passagens por clubes no Rio, em São Paulo, em Portugal e na China, e jogado pelo Botafogo em 2015. No momento da tragédia, era sócio da Mansão Alvite, espaço para eventos localizado na mesma rua, com vista para o Pão de Açúcar e a Baía de Guanabara. A segunda vítima era um amigo seu. Tanto o Botafogo quanto o Resende FC, clube onde atuou entre 2011 e 2012, lamentaram publicamente sua morte.
A ventania que causou o desabamento não poupou o restante da cidade: trens e metrô pararam, voos foram desviados do Galeão e um apagão atingiu toda a região metropolitana. Em Angra dos Reis, a Defesa Civil iniciou buscas por um pescador desaparecido. O episódio reacendeu o debate sobre a segurança de construções antigas em áreas de risco, especialmente diante de um clima cada vez mais imprevisível.
Na tarde de quarta-feira, um muro desabou na rua Júlio Otoni, em Santa Teresa, no coração do Rio de Janeiro, levando consigo a vida de Tássio Maia dos Santos. O ex-jogador do Botafogo, aos 41 anos, estava entre as vítimas de um incidente que ocorreu durante uma ventania que varreu a cidade. Câmeras de segurança capturaram o momento exato: uma nuvem de poeira explodiu pela rua, assustando pedestres que escaparam por pouco do desastre.
O Botafogo confirmou a morte em nota publicada nas redes sociais, expressando solidariedade aos familiares e amigos do ex-atleta. Tássio havia jogado pelo clube em 2015, mas sua carreira se estendeu por várias cidades e países. Carioca de nascimento, o atacante de 1,96 metros de altura era conhecido pela força e pela capacidade de jogo aéreo. Passou por clubes no Rio e em São Paulo, além de ter atuado em Portugal e na China. O Resende Futebol Clube, onde defendeu as cores em 2011 e 2012, também lamentou sua morte.
No momento do desabamento, Tássio era um dos sócios da Mansão Alvite, um espaço para eventos e festas localizado justamente na rua Júlio Otoni, com vista privilegiada para o Pão de Açúcar e a Baía de Guanabara. A segunda vítima do incidente era um amigo do ex-jogador. O desastre não foi isolado: a ventania que atingiu o Rio naquele dia paralisou a circulação de trens e metrô, desviou voos do aeroporto internacional do Galeão e deixou toda a cidade e região metropolitana sem energia elétrica.
Enquanto a cidade enfrentava as consequências da tempestade, a Defesa Civil iniciou buscas por um pescador desaparecido em Angra dos Reis, no sul do estado. O incidente em Santa Teresa reacendeu questões sobre a segurança de estruturas em áreas de risco da cidade, particularmente em regiões onde construções antigas convivem com a vulnerabilidade climática crescente.
Citações Notáveis
Neste momento de dor, o clube presta solidariedade aos familiares, amigos e a todos os que conviveram com Tássio— Botafogo de Futebol e Regatas, em nota oficial