Ex-jogador do Botafogo morre em desabamento de muro durante ventania no Rio

Tássio Maia dos Santos, 41 anos, morreu soterrado pelo desabamento de um muro; uma segunda vítima fatal ainda não identificada; pescador desaparecido em Angra dos Reis.
Um homem que viajou por 27 clubes, morto por um muro que caiu
Tássio Maia dos Santos havia construído uma vida fora do futebol em Santa Teresa quando a ventania o vitimou.
Mark

Como um homem que havia deixado o futebol há sete anos acaba em uma situação como essa?

Mimi

Tássio tinha construído uma vida diferente em Santa Teresa. Depois de 27 clubes e uma carreira inteira em movimento, ele escolheu ficar em um lugar, gerenciar um negócio, criar raízes. Estava no lugar errado na hora errada.

Mark

A ventania foi realmente tão violenta assim?

Mimi

Sim. Cento e cinco quilômetros por hora na base do aeroporto. Isso não é vento forte — é uma força que derruba estruturas, que derruba árvores, que apaga cidades inteiras. Tássio estava em Santa Teresa, um bairro histórico com construções antigas. Muros antigos não resistem a isso.

Mark

Qual era a conexão dele com o Botafogo?

Mimi

Ele jogou lá em 2015. Não era uma lenda, não era um nome que todos lembram. Mas era parte da história do clube. Por isso o Botafogo se manifestou — porque mesmo um ex-jogador que passou por lá uma temporada deixa uma marca.

Mark

O que mais chama atenção nessa história?

Mimi

O contraste. Um homem que viajou por 27 clubes diferentes, que jogou na Bulgária, que tinha experiência de mundo — e no final, em um dia comum em sua cidade, uma estrutura simples o mata. Não foi no futebol, não foi em um acidente de trânsito. Foi um muro que caiu.

Mark

Havia outras vítimas?

Mimi

Sim. Uma segunda pessoa morreu no mesmo desabamento, mas não foi identificada. E em Angra dos Reis, um pescador desapareceu. A ventania não foi seletiva — afetou a todos.

  • Rajadas de 105 km/h transformaram uma tarde comum em estado de calamidade, colocando o Rio inteiro em alerta nível 2 e paralisando transportes, sinais de trânsito e o fornecimento de energia em todas as regiões da cidade.
  • Tássio Maia dos Santos, 41 anos, foi soterrado pelo colapso de um muro na Rua Doutor Júlio Otoni, em Santa Teresa — uma segunda vítima permanecia sem identificação, e um pescador desapareceu em Angra dos Reis.
  • Trens, metrô e o Aeroporto Santos Dumont suspenderam operações; a Ponte Rio-Niterói funcionou em regime de comboio, com equipes guiando motoristas entre aberturas e fechamentos conforme as rajadas.
  • Serviços de emergência registraram 30 ocorrências de queda de árvores, 26 salvamentos e 4 desabamentos, enquanto um apagão generalizado deixou Zona Sul, Centro e Tijuca sem luz por horas.
  • As rajadas começaram a ceder por volta das 17h50, mas previsões de chuva para a noite sinalizavam que a instabilidade ainda não havia encerrado seu ciclo sobre a cidade.

Na tarde de uma quarta-feira varrida por ventos de mais de 100 quilômetros por hora, o Rio de Janeiro revelou a fragilidade que se esconde sob a rotina das cidades: um muro desabou em Santa Teresa e levou consigo Tássio Maia dos Santos, ex-atacante do Botafogo que havia trocado os gramados pela gestão de uma casa de festas no mesmo bairro onde morreu aos 41 anos. A tempestade não escolheu apenas uma vítima — derrubou árvores, apagou a luz de bairros inteiros, paralisou trens, metrô e aeroporto, e lembrou a uma metrópole que a natureza não negocia com a infraestrutura. O que ficou, além da dor, foi a pergunta silenciosa sobre quantas estruturas aguardam, invisíveis, o próximo vento forte.

Na tarde de quarta-feira, rajadas de vento que ultrapassaram 100 km/h varreram o Rio de Janeiro e derrubaram um muro na Rua Doutor Júlio Otoni, em Santa Teresa. Sob os escombros estava Tássio Maia dos Santos, 41 anos, ex-atacante do Botafogo. Ele morreu soterrado ao lado de uma segunda vítima que permanecia sem identificação. O Botafogo publicou nota de pesar nas redes sociais, lembrando o atleta que havia integrado o elenco do clube em 2015.

Tássio havia encerrado a carreira em 2019, após passagens por 27 clubes — do São Cristóvão ao CSKA Sofia, na Bulgária, passando por Mirassol, Figueirense e Bragantino. Aposentado, dedicava-se à administração de uma casa de festas no mesmo bairro onde perdeu a vida.

A ventania, com pico de 105 km/h registrado na base do Galeão, foi parte de uma frente fria que transformou a tarde em cenário de calamidade. Trens e metrô interromperam a circulação por falta de energia. O Aeroporto Santos Dumont fechou para pousos e decolagens, com cinco voos desviados para o Galeão. A Ponte Rio-Niterói operou em regime de comboio, abrindo e fechando conforme as rajadas. Um apagão atingiu todas as regiões da cidade, com Zona Sul, Centro e Tijuca entre as mais afetadas.

Os serviços de emergência contabilizaram 30 ocorrências de queda de árvores, 26 salvamentos e 4 desabamentos. Em Angra dos Reis, um pescador desapareceu durante a tempestade. A prefeitura pediu à população que evitasse deslocamentos. As rajadas começaram a diminuir por volta das 17h50, mas previsões de chuva para a noite indicavam que o período de instabilidade ainda não havia terminado.

Na tarde de quarta-feira, enquanto rajadas de vento ultrapassavam 100 quilômetros por hora sobre o Rio de Janeiro, um muro desabou em Santa Teresa, na região central da cidade. Sob os escombros estava Tássio Maia dos Santos, 41 anos, ex-jogador do Botafogo. Ele se tornou uma das duas vítimas fatais do colapso estrutural ocorrido na Rua Doutor Júlio Otoni, onde o desabamento também atingiu um automóvel. A segunda vítima permanecia sem identificação no momento do relato.

O Botafogo divulgou uma nota de solidariedade nas redes sociais, reconhecendo o ex-atleta que havia integrado o elenco do clube em 2015. A instituição expressou pesar pela morte e ofereceu condolências aos familiares e amigos de Tássio. Para além da carreira no futebol, o homem havia construído uma vida fora dos gramados: após se aposentar em 2019, quando deixou o Ferroviário, dedicava-se à administração de uma casa de festas no mesmo bairro onde perdeu a vida.

A trajetória de Tássio no esporte havia sido extensa. Ao longo de sua carreira profissional, o ex-atacante defendeu 27 clubes diferentes, começando sua formação no São Cristóvão e passando por instituições como Mirassol, Figueirense, Volta Redonda e Bragantino. Sua experiência se estendeu também ao futebol internacional, com uma passagem pelo CSKA Sofia, da Bulgária. Essa mobilidade entre equipes refletia a realidade de muitos jogadores brasileiros que buscam oportunidades em diferentes contextos.

A ventania que causou sua morte foi parte de um evento climático mais amplo que assolou o Rio de Janeiro e sua região metropolitana. Uma frente fria trouxe rajadas que atingiram 105 quilômetros por hora na base do Galeão, transformando a tarde de quarta-feira em um cenário de calamidade. A cidade entrou em estágio 2 de alerta, e os impactos se multiplicaram rapidamente pela população.

O sistema de transportes colapsou. Trens e metrô interromperam a circulação devido à falta de energia, embora as linhas tenham sido normalizadas posteriormente. Um apagão generalizado afetou todas as regiões do Rio e até a Baixada, com a Zona Sul, Centro e Tijuca sendo as áreas mais atingidas. O Operador Nacional do Sistema Elétrico desligou uma subestação após a ventania, enquanto a Light reportou uma falha externa no sistema. Sem energia, os sinais de trânsito ficaram inoperantes, criando caos nas vias de retorno para casa.

Os serviços de emergência registraram 30 ocorrências de cortes de árvores, 26 salvamentos de pessoas e 4 desabamentos como o que vitimou Tássio. Uma funcionária da Fiocruz sofreu ferimentos leves, e um homem foi socorrido no Centro sem gravidade. Árvores caíram em diversos pontos da Grande Rio. O Aeroporto Santos Dumont fechou para pousos e decolagens, enquanto o Galeão manteve operações com cinco voos desviados. A Ponte Rio-Niterói operou em regime de comboio, abrindo e fechando conforme as rajadas, com equipes da concessionária conduzindo os motoristas.

O evento climático também deixou marcas além da capital. Em Angra dos Reis, um pescador desapareceu durante a ventania. A prefeitura do Rio pediu à população que evitasse deslocamentos. As rajadas começaram a diminuir por volta das 17h50, mas previsões indicavam chuva para a noite, sugerindo que o período de instabilidade ainda não havia terminado completamente.

Com imenso pesar, o Botafogo lamenta o falecimento do ex-atleta Tássio Maia dos Santos, que vestiu a nossa camisa no ano de 2015
— Nota oficial do Botafogo
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