Evento do Correio debate prevenção e diagnóstico precoce do câncer de mama com especialistas

O cuidado com a mama não tem que ser só em outubro, e sim o ano todo
O oncologista Cristiano Resende defende que a atenção à saúde das mamas vá além da campanha do Outubro Rosa.

Num outubro em que o país veste o rosa, Brasília reúne médicos, nutricionistas e psicólogos para lembrar que o câncer de mama, a doença que mais tira a vida de mulheres no mundo, ainda pode ser vencido quando encontrado cedo. O debate, promovido pelo Correio Braziliense, transforma uma campanha sazonal numa conversa que se estende ao longo do ano. Ele pergunta não apenas como detectar a doença, mas como a mulher volta a viver depois dela.

Na quinta-feira, 24 de outubro, às 14h30, o auditório do Correio Braziliense abrirá suas portas para o debate "Câncer de mama: uma rede de cuidados". A transmissão ao vivo acontece pelo YouTube e pelo Facebook, e quem quiser acompanhar presencialmente precisa se inscrever antes pelo site do jornal. A abertura será feita pela vice-governadora do Distrito Federal, Celina Leão, e a mediação, pelas jornalistas Carmen Souza e Sibele Negromonte.

Seis especialistas dividirão dois painéis. No primeiro, sobre diagnóstico e fatores de risco, estarão a mastologista Carolina de Miranda, a nutricionista oncológica Gianna Rosa e a oncologista Rafaela Costa. No segundo, dedicado ao tratamento e à vida após o câncer, participam a mastologista Karimi Amaral, o oncologista Cristiano Resende e a psicóloga Carolina Seabra.

O encontro acontece durante o Outubro Rosa, mas Resende insiste que o cuidado não pode caber em um único mês. Para ele, um prédio iluminado de rosa ou uma peça publicitária podem ser o momento em que a mulher percebe que está há tempos sem fazer seus exames. Sua mensagem central é clara: a mamografia anual a partir dos 40 anos é a recomendação dos órgãos médicos, e o autoexame, embora importante, não a substitui, pois a imagem identifica lesões em fase inicial que o toque às vezes não revela. É nesse achado precoce que mora a maior chance de cura.

O debate também olha para depois da doença. Como a mulher retoma o trabalho, a rotina familiar, a sexualidade e a própria imagem de si? Como orientar os filhos e lidar com efeitos colaterais e sequelas? São perguntas que devem ocupar boa parte da tarde, lembrando que tratar o câncer é também reconstruir a vida.

Na quinta-feira, 24 de outubro, às 14h30, o auditório do Correio Braziliense receberá um debate com o título "Câncer de mama: uma rede de cuidados". O encontro será transmitido ao vivo pelas redes oficiais do jornal, no YouTube e no Facebook. Quem quiser assistir presencialmente poderá participar, desde que se inscreva antes pelo site do Correio.

A abertura ficará a cargo da vice-governadora do Distrito Federal, Celina Leão. A mediação será de duas jornalistas: Carmen Souza, editora de opinião e apresentadora do CB.Saúde, e Sibele Negromonte, subeditora da Revista do Correio. Seis especialistas participarão de dois painéis.

O primeiro, sobre diagnóstico e fatores de risco, reunirá a mastologista Carolina de Miranda, do Hospital de Base do Distrito Federal; Gianna Rosa, supervisora de nutrição do Hospital Daher, com especialização em nutrição oncológica; e a oncologista Rafaela Costa, do Hospital Anchieta, que atua na área de tumores femininos. O segundo, dedicado a tratamento e pós-câncer, terá a mastologista Karimi Amaral, do Hospital DF Star; o oncologista clínico Cristiano Resende, do Grupo Oncoclínicas; e Carolina Seabra, psicóloga, professora e especialista em psico-oncologia.

O debate acontece durante o Outubro Rosa, campanha de conscientização sobre o diagnóstico precoce da doença. Para Resende, a iniciativa é importante para chamar atenção ao cuidado com a saúde da mulher, em especial das mamas, e o evento serve para colocar o tema em evidência e transmitir informação confiável sobre os riscos. Ele afirma que o cuidado não deve se restringir a um mês: um prédio iluminado de rosa, uma peça publicitária ou um espaço na mídia podem ser, segundo ele, o momento em que a mulher percebe que não fez os exames e que é hora de cuidar de si.

Prevenção e diagnóstico precoce estão entre os pontos centrais que o oncologista pretende tratar, pois podem aumentar as chances de cura. Ele lembra que o câncer de mama é o que mais mata mulheres no mundo, e por isso considera fundamental abrir espaço para discutir como reduzir seus impactos e até como evitá-lo.

Sobre a detecção, Resende é direto quanto à mamografia. A recomendação dos órgãos médicos, diz ele, é que o exame seja feito todos os anos a partir dos 40 anos na população geral. O autoexame tem seu valor, mas não substitui a mamografia, que consegue identificar lesões em fase inicial que o exame físico às vezes não alcança. É nesse achado precoce, afirma, que está a maior chance de cura.

No segundo painel, em que Resende participa, a conversa será sobre a evolução do tratamento, os diferentes tipos de doença reunidos sob o nome câncer de mama e a personalização da terapia, hoje mais efetiva para o paciente.

O oncologista também quer discutir a vida depois da doença: como a mulher retoma o trabalho e a rotina familiar, como se enxerga, como fica a sexualidade, como orientar os filhos e como lidar com efeitos colaterais e com sequelas que o tratamento por vezes deixa. Esses temas devem ocupar parte importante da tarde de quinta-feira.

O autoexame é importante, mas não substitui a mamografia, que detecta lesões em fase inicial que o exame físico às vezes não consegue.
— Cristiano Resende, oncologista clínico do Grupo Oncoclínicas
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