Europeus preferem cripto à previdência privada, mas imóveis seguem como principal ativo para patrimônio

Na Europa, a cripto já aparece à frente da previdência privada
Entre investidores europeus de cripto ouvidos pela OKX, 19% a veem como ferramenta de riqueza, contra 8% da previdência.
Mark

Por que o dado de 19% contra 8% chama tanto a atenção?

Mimi

Porque inverte a ordem esperada. Entre os europeus ouvidos, a cripto aparece à frente da previdência privada como caminho para criar patrimônio. Nos Estados Unidos, é o contrário: 21% a 12%.

Luke

Mas vale lembrar quem foi entrevistado: 1.932 pessoas que já investiram em cripto. Não é um retrato da Europa, e a pesquisa foi encomendada pela OKX, uma corretora do setor.

Mark

E o imóvel?

Mimi

Continua no topo, com 34%. A cripto cresce, mas não desbancou o ativo tradicional do patrimônio.

Mark

Os jovens estão preocupados com a aposentadoria?

Mimi

Em maio de 2026, o Debating Europe apurou que 43% dos europeus de 18 a 35 anos temiam renda insuficiente na aposentadoria.

Luke

Essa é outra pesquisa, com outro público. Ela pode ajudar a contextualizar, mas não prova que essa preocupação explique as escolhas da pesquisa da OKX. A relação é uma hipótese.

Mark

E os 47% que querem investir mais?

Mimi

São intenções declaradas. Entre os americanos, 55% dizem querer aumentar em cinco anos.

Luke

Intenção não é compra feita. E o que acontecerá com o projeto do Departamento do Trabalho para os 401(k) segue em aberto, depois do pedido de retirada de Sanders, Warren e Scott.

  • Quase um em cada cinco investidores europeus vê na cripto a principal ferramenta de patrimônio, bem à frente dos 8% que confiam na previdência privada.
  • Nos Estados Unidos, a previdência ainda lidera, mas 55% dos investidores americanos planejam ampliar sua exposição a ativos digitais nos próximos cinco anos.
  • Entre os europeus, 43% temem que a aposentadoria seja insuficiente, criando uma tensão entre a busca por alternativas e a insegurança sobre o futuro.
  • O Departamento do Trabalho americano avança com a proposta de abrir os 401(k) a criptomoedas, mas senadores pediram sua retirada em junho de 2026, e o destino do projeto segue em aberto.

Num tempo em que a poupança para a velhice ocupa boa parte das preocupações de quem trabalha, uma pesquisa encomendada pela OKX, com 1.932 investidores já familiarizados com criptomoedas em cinco países, revela que europeus tendem a enxergar nos ativos digitais uma via de riqueza duradoura, enquanto a previdência privada aparece em segundo plano. Os próprios números têm limites, pois quem já investe em cripto não representa o conjunto da população, e o imóvel continua sendo o porto mais seguro na imaginação patrimonial de todos. O quadro ganha relevo justamente porque, do outro lado do Atlântico, o governo americano discute abrir os planos de aposentadoria a esses mesmos ativos, em um debate que mistura promessa de crescimento e temor pela volatilidade.

Entre 14 e 18 de outubro, a Pollfish ouviu 1.932 adultos de 18 a 88 anos em cinco países: Estados Unidos, França, Alemanha, Países Baixos e Polônia. Todos já tinham investido em criptomoedas. Na pesquisa encomendada pela OKX, 19% dos europeus disseram enxergar na cripto a ferramenta para criar riqueza duradoura, enquanto apenas 8% apontaram a previdência privada.

O dado precisa ser lido com cuidado. Como os entrevistados já conhecem os ativos digitais, os números não traduzem necessariamente o pensamento da população geral. Mesmo entre eles, o imóvel permanece na liderança, citado por 34% como o ativo mais associado a patrimônio duradouro.

A intenção de investir mais também chama atenção: cerca de 47% dos europeus pretendem aumentar suas posições em cripto. Nos Estados Unidos, a previdência ainda lidera, com 21% contra 12%, mas 55% dos americanos planejam ampliar a alocação digital nos próximos cinco anos. Um estudo do Debating Europe, de maio de 2026, ajuda a entender o contexto: 43% dos europeus de 18 a 35 anos temem que a renda da aposentadoria seja insuficiente.

No campo político, a tensão é clara. Em 2025, o Departamento do Trabalho americano voltou a uma postura neutra sobre cripto nos 401(k) e um decreto presidencial pediu ampliar o acesso a ativos alternativos. Em março de 2026, veio a proposta de abrir esses planos a criptomoedas, mas em junho senadores pediram sua retirada, citando a volatilidade. Enquanto isso, 77% dos americanos consideram arriscado usar cripto em planos de empresas. O desfecho ainda está em aberto.

Entre 14 e 18 de outubro, a Pollfish ouviu 1.932 adultos de 18 a 88 anos em cinco países: Estados Unidos, França, Alemanha, Países Baixos e Polônia. Todos já tinham investido em criptomoedas. A pesquisa, encomendada pela OKX e divulgada numa quinta-feira, trouxe um dado que chama atenção: entre os europeus, 19% veem a cripto como a ferramenta para criar riqueza duradoura, e só 8% apontam os planos tradicionais de previdência privada.

O recorte importa. Os entrevistados já conhecem os ativos digitais, de modo que os números não representam necessariamente as preferências da população geral desses países. Mesmo entre eles, o imóvel segue na frente: 34% o consideram o ativo mais associado a um patrimônio duradouro, acima da cripto e das contas de aposentadoria.

O levantamento aponta também para o futuro. Cerca de 47% dos europeus ouvidos planejam aumentar suas participações em cripto, e 13% falam em um aumento significativo. Considerando todas as idades, 51% pretendem ampliar a alocação em ativos digitais. São intenções declaradas, e a pesquisa não garante que se traduzam em compras.

Um segundo estudo ajuda a dar contexto. Em maio de 2026, o Debating Europe consultou 2.000 europeus de 18 a 35 anos: 43% temiam que sua renda de aposentadoria seja insuficiente. Para Erald Ghoo, CEO da OKX Europa, o interesse de quem tem menos de 45 anos, dos dois lados do Atlântico, mostra que a cripto já faz parte da visão que esses investidores têm das finanças. Ele estima que o papel dos ativos digitais na gestão patrimonial pode crescer à medida que eles envelhecem e acumulam riqueza, mas isso dependerá das escolhas individuais.

Nos Estados Unidos, o quadro é outro. Entre os americanos entrevistados, 21% privilegiam as contas de previdência privada e 12% a cripto. Ainda assim, 55% planejam aumentar a alocação em ativos digitais nos próximos cinco anos, e 22% deles preveem um aumento significativo. O interesse pode crescer sem substituir de imediato as soluções tradicionais.

As diferenças entre gerações aparecem nos dois lados. Na Europa, 55% dos baby-boomers entrevistados acham que os ativos digitais não têm papel importante na transmissão de patrimônio entre gerações. Nos Estados Unidos, o índice sobe a 65%.

A política americana vem se movendo, apesar das reservas do público. Em agosto, o National Institute on Retirement Security apurou que 77% dos americanos consideram arriscada a cripto nos planos de aposentadoria das empresas, e 46% a acham muito arriscada. Em maio de 2025, o Departamento do Trabalho retirou orientações que pediam extrema cautela com cripto nos planos 401(k), voltando a uma postura neutra. Em agosto de 2025, Donald Trump assinou um decreto pedindo às agências federais que ampliassem o acesso a ativos alternativos nesses planos, incluindo algumas formas de exposição a ativos digitais.

Em março de 2026, o Departamento do Trabalho apresentou um projeto para abrir os 401(k) a criptomoedas e outros ativos alternativos. Em junho, Bernie Sanders, Elizabeth Warren e Bobby Scott pediram que a proposta fosse retirada, citando a volatilidade dos ativos digitais. O destino do projeto é o ponto a acompanhar.

Quando investidores abaixo de 45 anos consideram as criptomoedas parte do patrimônio de longo prazo, elas passam a integrar sua visão das finanças.
— Erald Ghoo, CEO da OKX Europa (paráfrase)
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