Da tundra ártica norueguesa, a Europa deu seu primeiro passo orbital: o foguete Spectrum, da empresa alemã Isar Aerospace, elevou-se de Andøya carregando satélites e experimentos, inscrevendo o continente na história da corrida espacial. O feito não é apenas tecnológico — é a afirmação de que o acesso ao espaço deixou de ser monopólio de superpotências e começa a se distribuir entre nações e empresas que aprenderam, muitas vezes pela dor do fracasso, a alcançar a órbita.