Na Assembleia Geral da ONU, 164 nações votaram a favor de mapas que representam o mundo com maior fidelidade geográfica — e apenas os Estados Unidos disseram não. A resolução, proposta pelo Togo, não apaga séculos de cartografia, mas convida o mundo a enxergar a África e o Hemisfério Sul em suas proporções reais. O voto solitário de Washington revela algo maior do que uma disputa sobre escalas: é o reflexo de uma tensão crescente entre a potência americana e o multilateralismo que ela ajudou a construir.