Na manhã de 5 de novembro de 2024, os Estados Unidos se colocaram diante de uma encruzilhada histórica: Kamala Harris, a primeira mulher a ocupar a vice-presidência, e Donald Trump, ex-presidente que busca retornar ao poder, disputam a Casa Branca em uma eleição que também redesenhará o Congresso americano. O resultado não virá apenas das urnas físicas, mas de um intrincado sistema de delegados estaduais e de milhões de votos enviados pelo correio — lembrando ao mundo que a democracia, por vezes, exige paciência além de um único dia.
EUA votam hoje em eleição histórica entre Harris e Trump
A primeira mulher vice-presidente desafia um ex-presidente
Por que esta eleição é considerada histórica?
Porque Harris é a primeira mulher vice-presidente a disputar a presidência, e Trump é um ex-presidente tentando retornar ao cargo. É uma combinação rara na história americana.
Mas precisamos ser claros: o que torna uma eleição "histórica" é subjetivo. O fato de Harris ser mulher e a primeira vice-presidente nesta posição é objetivo. Que isso seja historicamente significativo depende de como a história a julgar.
Como funciona exatamente o Colégio Eleitoral?
Cada estado tem um número de delegados baseado em sua população. O candidato que vence o voto popular em um estado geralmente leva todos os seus delegados. Quem chegar a 270 delegados vence a presidência.
Com uma ressalva importante: nem todos os estados funcionam assim. Maine e Nebraska dividem seus delegados por distrito. E há casos raros de eleitores infiéis que votam diferente de como foram instruídos, embora seja extremamente raro.
Por que os votos por correspondência podem atrasar os resultados?
Porque há milhões deles. Cada estado tem seus próprios prazos para receber, verificar e contar esses votos. Alguns estados começam a processar semanas antes, outros só no dia da eleição.
E aqui está o detalhe: alguns estados só começam a abrir envelopes de votos por correspondência no dia da eleição ou depois. Isso significa que em 2024, como em 2020, pode levar dias para termos uma contagem completa.
Qual é a importância de eleger também deputados e senadores?
Eles controlam o Congresso, que aprova leis e orçamentos. Um presidente sem maioria no Congresso tem poder limitado para implementar sua agenda.
Verdade, mas também é importante notar que o Congresso tem seus próprios ciclos eleitorais. Todos os deputados estão em eleição a cada dois anos, enquanto senadores servem mandatos de seis anos. Isso cria dinâmicas políticas complexas que vão além da eleição presidencial.
The Pulse
- A disputa entre Harris e Trump concentra décadas de tensão política americana em um único dia de votação, com o país profundamente dividido sobre seu futuro.
- Além da presidência, todos os 435 assentos da Câmara e 34 cadeiras no Senado estão em jogo, tornando o pleito uma batalha pelo controle completo do governo federal.
- O Colégio Eleitoral, e não o voto popular direto, decidirá o vencedor — o que coloca estados-chave no centro das estratégias de ambas as campanhas.
- O alto volume de votos por correspondência, herdado dos hábitos formados em 2020, ameaça prolongar a apuração por dias, mantendo o país em compasso de espera.
Na manhã de 5 de novembro de 2024, os Estados Unidos se colocaram diante de uma encruzilhada histórica: Kamala Harris, a primeira mulher a ocupar a vice-presidência, e Donald Trump, ex-presidente que busca retornar ao poder, disputam a Casa Branca em uma eleição que também redesenhará o Congresso americano. O resultado não virá apenas das urnas físicas, mas de um intrincado sistema de delegados estaduais e de milhões de votos enviados pelo correio — lembrando ao mundo que a democracia, por vezes, exige paciência além de um único dia.
Na terça-feira, 5 de novembro de 2024, os Estados Unidos viveram um dos dias mais carregados de sua história recente. Kamala Harris, a primeira mulher a ocupar a vice-presidência americana, enfrentou Donald Trump — que já governou o país entre 2017 e 2020 — em uma disputa pela Casa Branca que vai além de nomes e partidos. Ao lado de Harris estava Tim Walz, governador de Minnesota; ao lado de Trump, o senador J. D. Vance, de Ohio. Cada chapa refletia uma visão distinta de país e uma estratégia diferente para conquistar eleitores nas regiões mais disputadas.
A eleição não se limitou à presidência. Todos os 435 membros da Câmara dos Representantes e 34 dos 100 senadores também foram às urnas, tornando o dia um verdadeiro redesenho do poder em Washington. O vencedor da presidência, porém, não será determinado pelo total de votos no país, mas pelo Colégio Eleitoral — um sistema em que cada estado contribui com um número específico de delegados, tornando vitórias em estados-chave potencialmente mais valiosas do que grandes margens em estados já definidos.
Os americanos puderam votar de três formas: presencialmente no dia da eleição, antecipadamente em datas anteriores a 5 de novembro, ou pelo correio — modalidade que ganhou força desde 2020. O grande volume de cédulas enviadas por correspondência esperado neste ano significa que a contagem final pode se estender por dias, deixando o país — e o mundo — aguardando enquanto cada voto é processado e verificado.
Nesta terça-feira, 5 de novembro de 2024, os Estados Unidos acordaram para um dia que marcará a história política do país. Os eleitores americanos se dirigem às urnas para escolher seu próximo presidente em uma disputa que coloca frente a frente Kamala Harris, a primeira mulher a ocupar o cargo de vice-presidente, e Donald Trump, que já governou a nação entre 2017 e 2020. A votação vai muito além da Casa Branca: os americanos também elegem todos os 435 membros da Câmara dos Representantes e 34 dos 100 senadores.
Harris chega à disputa como candidata do Partido Democrata, acompanhada por Tim Walz, governador de Minnesota, como seu companheiro de chapa. Do lado republicano, Trump escolheu J. D. Vance, senador de Ohio, para integrar sua candidatura. A composição das chapas reflete estratégias distintas de cada partido para conquistar eleitores em diferentes regiões do país.
O sistema eleitoral americano funciona de forma indireta. Não é o voto popular nacional que determina o vencedor, mas sim o Colégio Eleitoral, um mecanismo em que cada estado possui um número específico de delegados. Esses delegados refletem o resultado do voto popular dentro de cada estado, criando um sistema em que a vitória em estados-chave pode ser decisiva, independentemente da margem de votos no total nacional.
Os americanos têm flexibilidade em como exercem seu direito de voto. Podem comparecer pessoalmente nos locais de votação no dia da eleição, votar antecipadamente em períodos designados antes de 5 de novembro, ou enviar seus votos pelo correio. Esta última opção ganhou força especialmente após a eleição de 2020, quando milhões de americanos optaram por votar por correspondência. O grande volume esperado de votos enviados pelo correio neste ano pode significar que a contagem final dos resultados se estenda além do próprio dia da eleição, deixando o país em suspense enquanto os votos são processados e verificados nos dias seguintes.
Notable Quotes
Harris é a primeira mulher vice-presidente a disputar a presidência— Contexto da eleição
Trump governou entre 2017 e 2020 e agora tenta retornar ao cargo— Histórico do candidato