Há séculos, a cidadania tem sido um dos bens mais cobiçados que uma nação pode oferecer — e, como todo bem precioso, atrai tanto os que buscam uma vida melhor quanto os que exploram as brechas do sistema. Os Estados Unidos revogaram mais de 750 vistos de mulheres estrangeiras suspeitas de viajar para dar à luz em solo americano, prática conhecida como turismo de nascimento, intensificando a fiscalização após decreto presidencial assinado em agosto de 2026. A medida expõe a tensão permanente entre o princípio do jus soli — a cidadania pelo local de nascimento — e a soberania de um Estado que bu
EUA revogam mais de 750 vistos para combater 'turismo de nascimento'
Estamos colocando um fim a essa fraude
Por que esse tipo de viagem é tão atrativo para as mulheres estrangeiras?
A cidadania americana oferece acesso a oportunidades econômicas, educacionais e de mobilidade global que muitas pessoas não têm em seus países de origem. Uma criança nascida nos EUA recebe automaticamente esse passaporte, sem que os pais precisem passar pelos processos normais de imigração.
Mas a lei já proibia isso. O que mudou agora?
A lei existia, mas a fiscalização era inconsistente. Havia brechas — mulheres chegavam com vistos legítimos de turismo ou negócios, e era difícil provar que o verdadeiro propósito era dar à luz. O decreto presidencial de agosto sinalizou prioridade política, o que acelerou as revogações.
Essas mulheres sabiam que estavam cometendo fraude?
Muitas sim, porque recebiam orientações explícitas de redes organizadas. Mas outras talvez estivessem em situações desesperadas, buscando oportunidades para seus filhos. A realidade é provavelmente mais complexa que simplesmente fraude criminosa.
Como as autoridades conseguem identificar quem veio para dar à luz?
Não é fácil. Pigott mencionou exemplos como mulheres que ficavam cinco meses quando disseram que ficariam uma semana, ou que não pagavam contas médicas. Mas muitas vezes é investigação retroativa, não prevenção na entrada.
E as redes que anunciam esses serviços globalmente?
Essas são o alvo principal agora. Elas cobram por orientação sobre como enganar oficiais de visto e prometem cidadania automática. Não é apenas imigração — é fraude documentada e comercializada.
El Pulso
- Mais de 750 vistos foram cancelados, com 150 revogações apenas nos últimos dias, sinalizando uma aceleração sem precedentes na repressão ao turismo de nascimento.
- Redes organizadas operavam globalmente, vendendo pacotes que incluíam treinamento para enganar oficiais de imigração e promessas de cidadania americana em troca de pagamento.
- Mulheres declaravam estadias de uma semana, mas permaneciam até cinco meses — uma brecha sistemática que as autoridades agora buscam fechar com fiscalização mais agressiva.
- Um decreto presidencial assinado em 6 de agosto funcionou como catalisador, transformando uma fiscalização já existente em uma operação coordenada e de maior escala.
- Autoridades investigam anúncios internacionais que prometem 'um mundo sem fronteiras' para quem puder pagar, revelando uma infraestrutura de fraude muito além de casos isolados.
Há séculos, a cidadania tem sido um dos bens mais cobiçados que uma nação pode oferecer — e, como todo bem precioso, atrai tanto os que buscam uma vida melhor quanto os que exploram as brechas do sistema. Os Estados Unidos revogaram mais de 750 vistos de mulheres estrangeiras suspeitas de viajar para dar à luz em solo americano, prática conhecida como turismo de nascimento, intensificando a fiscalização após decreto presidencial assinado em agosto de 2026. A medida expõe a tensão permanente entre o princípio do jus soli — a cidadania pelo local de nascimento — e a soberania de um Estado que busca definir, com crescente rigor, quem pertence ao seu povo.
O Departamento de Estado americano anunciou a revogação de mais de 750 vistos concedidos a mulheres estrangeiras suspeitas de viajar aos EUA com o objetivo de dar à luz no país — prática conhecida como turismo de nascimento. O porta-voz Tommy Pigott confirmou à Fox News que 150 desses cancelamentos ocorreram apenas nos últimos dias, em uma aceleração diretamente ligada ao decreto presidencial assinado por Donald Trump em 6 de agosto, que declarou combate explícito à prática.
A legislação americana já proibia formalmente a concessão de vistos turísticos quando o propósito principal fosse obter cidadania para uma criança pelo nascimento em solo americano. Autoridades de imigração também tinham poder legal para barrar a entrada de grávidas suspeitas. Ainda assim, a prática persistiu por meio de fraudes sistemáticas: mulheres alegavam estadias curtas, mas permaneciam por meses, e recebiam orientações detalhadas sobre como enganar os oficiais de visto e evitar o pagamento de contas médicas.
O que as investigações revelaram vai além de casos isolados. Redes organizadas operavam em escala global, anunciando serviços que prometiam cidadania automática em troca de pagamento e oferecendo treinamento para burlar o sistema. As autoridades americanas agora investigam esses circuitos e os anúncios que circulam internacionalmente. A revogação em massa de vistos marca uma virada na postura do governo, sinalizando fiscalização mais rigorosa e consequências mais severas para quem tentar explorar as brechas do sistema.
O Departamento de Estado dos Estados Unidos anunciou na semana passada que havia revogado mais de 750 vistos destinados a mulheres estrangeiras que viajavam para dar à luz no país, uma prática conhecida como turismo de nascimento. A estratégia representa um esforço coordenado para frear um fenômeno que permite que crianças nascidas em solo americano obtenham automaticamente a cidadania dos EUA, independentemente da nacionalidade dos pais.
Tommy Pigott, porta-voz do Departamento de Estado, explicou em entrevista à Fox News que apenas nos últimos dias haviam sido cancelados 150 desses vistos. A aceleração da revogação ocorreu após o presidente Donald Trump assinar, em 6 de agosto, uma medida executiva declarando combate explícito à prática. Segundo Pigott, essa ação presidencial funcionou como catalisador para intensificar os esforços de fiscalização que já estavam em andamento.
A legislação americana já proibia formalmente a concessão de vistos de turista quando o propósito principal fosse obter cidadania americana para uma criança através do parto no território dos EUA. Além disso, as autoridades de imigração possuem poder legal para impedir a entrada de mulheres grávidas quando determinarem que o objetivo da viagem é dar à luz. Apesar dessas restrições legais, a prática persistiu através de brechas e fraudes sistemáticas.
Pigott descreveu durante a entrevista exemplos específicos de como a fraude operava. Algumas mulheres chegavam aos EUA com vistos de turismo ou negócios, alegando que permaneceriam por uma semana, mas ficavam até cinco meses. Essas viajantes frequentemente recebiam orientações sobre como enganar oficiais de imigração e evitar o pagamento de contas médicas. O porta-voz mencionou também a existência de redes organizadas que operavam globalmente, anunciando serviços que prometiam cidadania automática em troca de pagamento, oferecendo treinamento para que as mulheres conseguissem enganar os oficiais de visto.
O escopo da operação revelado por Pigott sugere que o turismo de nascimento não era apenas um fenômeno isolado, mas parte de uma infraestrutura de fraude mais ampla. As autoridades americanas estão investigando essas redes e os anúncios que circulam internacionalmente, prometendo o que descrevem como um mundo sem fronteiras para quem pudesse pagar pelos serviços. A revogação em massa de vistos marca uma mudança na postura do governo americano em relação ao tema, sinalizando que a fiscalização será mais rigorosa e que as consequências para quem tentar burlar o sistema serão mais severas.
Citas Notables
Temos exemplos de pessoas vindo para os EUA alegando que vão tirar férias por uma semana, ficando até cinco meses, e sendo instruídas sobre como enganar o povo americano e não pagar suas contas médicas— Tommy Pigott, porta-voz do Departamento de Estado dos EUA