Numa era em que as fronteiras entre segurança nacional e intervenção internacional se tornam cada vez mais porosas, os Estados Unidos retomam ataques militares a embarcações suspeitas de tráfico de drogas em águas internacionais — e consideram levar essa ofensiva para o solo de países produtores. O movimento sinaliza não apenas uma intensificação tática, mas uma possível reconfiguração filosófica da chamada guerra contra as drogas, que por décadas oscilou entre a cooperação diplomática e a força direta. A questão que paira sobre essa escalada é antiga e permanece sem resposta fácil: onde termi