No Estreito de Ormuz — passagem por onde flui um terço do petróleo mundial —, os Estados Unidos impuseram restrições de horário aos sistemas de defesa aérea de navios comerciais, criando janelas de vulnerabilidade em uma rota que a economia global simplesmente não pode dispensar. A decisão, cujas motivações diplomáticas permanecem parcialmente obscuras, recoloca uma questão antiga: quem detém a autoridade de definir as regras de segurança nas artérias do comércio internacional? Num corredor já marcado por ataques, prêmios de seguro elevados e tensões geopolíticas persistentes, cada hora sem pr