Na tribuna das Nações Unidas, EUA e Irã performaram uma guerra de palavras — acusações de terrorismo, ameaças de aniquilação — enquanto, nos corredores silenciosos, diplomatas dos dois lados buscavam uma linguagem diferente. É um padrão antigo da política internacional: o espetáculo público endurece posições, mas a sobrevivência mútua empurra os adversários de volta à mesa. O Estreito de Ormuz, por onde flui boa parte da energia do mundo, é o lembrete silencioso de que o custo de um erro de cálculo ultrapassa em muito qualquer vitória retórica.