Bombardeiro B-52 cai na Califórnia; oito tripulantes presumivelmente mortos

Oito membros da tripulação do bombardeiro B-52 morreram no acidente durante decolagem na Base Aérea de Edwards.
Dependem de um depósito no Arizona para substituições
A Força Aérea obtém aeronaves de reposição de um depósito de fuselagens desativadas, refletindo a falta de produção desde 1962.

Oito membros da tripulação morreram no acidente do B-52 Stratofortress durante decolagem em Edwards, Califórnia, segunda-feira pela manhã. O B-52H é uma das aeronaves mais antigas em operação (desde 1955) e pode transportar bombas nucleares e mísseis de cruzeiro com ogivas nucleares.

  • Oito tripulantes morreram no acidente do B-52 Stratofortress em Edwards, Califórnia, segunda-feira pela manhã
  • O B-52 entrou em serviço em 1955 e a Força Aérea mantém 76 unidades em operação
  • A aeronave pode transportar bombas nucleares e mísseis de cruzeiro com ogivas nucleares
  • Programa de modernização orçado em US$ 48,6 bilhões focado em novos motores
  • Último acidente fatal anterior ocorreu em 2008 com seis mortos no Oceano Pacífico

Um bombardeiro B-52 da Força Aérea dos EUA caiu logo após decolagem da Base Aérea de Edwards na Califórnia, matando oito tripulantes. A aeronave realizava missão de teste de rotina.

Um bombardeiro B-52 Stratofortress caiu na manhã de segunda-feira logo após decolar da Base Aérea de Edwards, a nordeste de Los Angeles, levando consigo oito membros da tripulação. A aeronave, que realizava uma missão de teste de rotina, deixou uma coluna de fumaça negra visível enquanto as equipes de emergência respondiam ao local. As autoridades da base informaram que as indicações iniciais apontam para nenhum sobrevivente.

O bombardeiro decolou às 11h20, horário local, de uma das bases aéreas mais remotas do país. Quando caiu, deixou uma grande área enegrecida na pista, com fumaça residual tornando difícil identificar partes distintas dos destroços. As equipes de emergência continuavam trabalhando para contabilizar todo o pessoal enquanto a base era fechada, aeronaves desviadas e todos os passes de visitantes não comerciais suspensos até novo aviso.

O B-52 é uma das aeronaves mais antigas ainda em operação pela Força Aérea dos EUA. Entrou em serviço em 1955 e, apesar de sua idade, continua desempenhando um papel central no arsenal americano. A Força Aérea mantém 76 unidades da versão B-52H, o modelo atualmente operacional. Normalmente, a aeronave leva uma tripulação de cinco pessoas, embora este voo tivesse oito a bordo. O bombardeiro pode transportar até 70 mil libras de bombas e outras munições, além de ser capaz de carregar bombas nucleares e mísseis de cruzeiro com ogivas nucleares.

O B-52H foi utilizado em missões de bombardeio durante o conflito atual entre Estados Unidos e Irã, demonstrando sua relevância contínua nas operações militares americanas. Fabricado pela Boeing, o modelo não é produzido desde 1962. Diversos programas de extensão de vida útil modernizaram a aeronave ao longo das décadas, mantendo-a operacional apesar de sua idade avançada.

O acidente desta segunda-feira marca o episódio fatal mais recente envolvendo o modelo. O incidente anterior ocorreu em 2008, quando seis militares morreram após a queda de um B-52 no Oceano Pacífico, próximo à ilha de Guam, durante preparativos para um sobrevoo em desfile. Houve também um acidente não fatal em 2016 que destruiu um B-52H em Guam, levando a Força Aérea a obter uma substituição a partir do chamado "Boneyard", um depósito de fuselagens desativadas na Base Aérea Davis-Monthan, no Arizona.

A Força Aérea enfrenta desafios significativos de modernização e manutenção de sua frota envelhecida de B-52s. Recentemente, lançou uma iniciativa de modernização focada no desenvolvimento de novos motores, com custo total estimado em US$ 48,6 bilhões. Como a aeronave já não é mais produzida, eventuais substituições precisam ser obtidas a partir daquele depósito no Arizona, um processo que reflete a dependência da Força Aérea de uma tecnologia que tem mais de sete décadas de idade. Uma coletiva de imprensa estava prevista para as 16h15, horário local, quando mais detalhes sobre o acidente seriam divulgados.

As indicações iniciais são de que o acidente não teve sobreviventes
— Base Aérea de Edwards
The Hearth Conversation Another angle on the story
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Por que um bombardeiro tão antigo ainda está em operação?

Model

O B-52 entrou em serviço em 1955 e, apesar de sua idade, a Força Aérea nunca encontrou uma razão convincente para aposentá-lo completamente. Programas de modernização mantêm a aeronave relevante, e ela continua sendo usada em operações reais, como no conflito com o Irã.

Inventor

E quando ele precisar ser substituído?

Model

Aí está o problema. Como não é mais fabricado desde 1962, a Força Aérea depende de um depósito no Arizona chamado "Boneyard", onde fuselagens desativadas são armazenadas. Quando um B-52 é destruído, eles vão lá buscar peças ou aeronaves inteiras para reativar.

Inventor

Isso soa como uma solução temporária.

Model

É exatamente isso. Por isso a Força Aérea lançou um programa de modernização orçado em US$ 48,6 bilhões, focado em novos motores. Mas enquanto isso não se concretiza, continuam operando uma frota que tem mais de sete décadas de idade.

Inventor

Qual é o risco real de manter essas aeronaves em operação?

Model

Acidentes como este. O último fatal havia sido em 2008. Oito pessoas morreram nesta segunda-feira. Quando você opera máquinas tão antigas, mesmo com modernizações, o risco aumenta.

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E a capacidade nuclear que carregam?

Model

Sim, o B-52H pode transportar bombas nucleares e mísseis de cruzeiro com ogivas nucleares. É por isso que sua manutenção é tão crítica — não é apenas sobre segurança operacional, é sobre segurança estratégica.

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