No limiar do outono, os Estados Unidos atacaram instalações de lançadores de foguetes iranianos no Estreito de Ormuz — o corredor por onde flui um terço do petróleo mundial —, marcando a primeira operação militar significativa na região em cerca de um mês. O gesto não é isolado: insere-se numa longa cadência de tensões entre Washington e Teerão que transforma uma rota marítima em palco de confrontação geopolítica. A escolha de visar especificamente capacidades ofensivas iranianas revela uma estratégia deliberada de degradação militar, cujas consequências se estendem muito além das águas do Gol