EUA afundam embarcação equatoriana no Pacífico ligada aos Choneros

Pelo menos 227 pessoas morreram em 68 ataques realizados pelo governo dos EUA contra embarcações; oito pescadores continuam desaparecidos desde janeiro.
227 pessoas morreram em 68 ataques contra embarcações
Críticos questionam a legalidade e eficácia das operações militares dos EUA no Pacífico desde o início das ações, há mais de um ano.
Mark

Por que os EUA estão afundando barcos equatorianos? Qual é a justificativa oficial?

Mimi

Eles dizem que esses barcos funcionam como postos flutuantes de abastecimento para operações de narcotráfico. O Comando Sul afirma que está desmantelando as redes logísticas que alimentam o tráfico no Hemisfério Ocidental. Todos os barcos, segundo Washington, têm ligação com Los Choneros, classificado como organização terrorista estrangeira.

Luke

Mas espera — em pelo menos um caso, autoridades equatorianas não encontraram provas de que um sobrevivente tivesse participado de atividade criminosa. Como sabemos que a inteligência é confiável?

Mark

Quantas pessoas morreram nessas operações?

Mimi

Pelo menos 227 pessoas morreram em 68 ataques contra embarcações desde o início das operações, há mais de um ano.

Luke

Isso é um número significativo. E oito pescadores do barco Fiorella continuam desaparecidos desde janeiro. Não sabemos o que aconteceu com eles.

Mark

Os EUA estão expandindo essas operações?

Mimi

Sim. O governo Trump está negociando com países aliados para permitir operações militares conjuntas em seus territórios. O secretário de Defesa afirmou que Colômbia, Guatemala e Honduras concordaram com isso.

Luke

Embora a Guatemala tenha negado ter firmado tal acordo. E o Equador já iniciou missões semelhantes com os EUA desde março. Então há um padrão de expansão, mas com discrepâncias sobre o que foi realmente acordado.

Mark

Críticos questionam essas operações?

Mimi

Sim, questionam tanto a legalidade quanto a eficácia. A morte de 227 pessoas em 68 ataques levanta questões sobre proporcionalidade.

Luke

E há o problema dos desaparecidos e da falta de transparência. Não sabemos quantas dessas pessoas eram realmente envolvidas com tráfico versus pescadores comuns.

  • O Comando Sul americano afundou uma embarcação equatoriana ligada ao narcotráfico no Pacífico, retirando os ocupantes antes de destruí-la com um projétil — imagens divulgadas pelos militares mostram o momento do impacto.
  • Em mais de um ano de operações, 227 pessoas morreram em 68 ataques contra barcos no Caribe e no Pacífico, e oito pescadores do barco Fiorella continuam desaparecidos desde janeiro.
  • Familiares aguardam em Manta notícias de tripulantes de embarcações como o María Candelaria e o Conquista II, enquanto autoridades equatorianas admitiram não encontrar provas de envolvimento criminoso em pelo menos um sobrevivente.
  • Críticos questionam a legalidade e a proporcionalidade das ações, e a Guatemala desmentiu o secretário de Defesa americano Pete Hegseth, que afirmou que o país havia concordado com operações militares conjuntas em seu território.
  • O governo Trump avança para transformar a campanha marítima em estratégia terrestre, negociando acordos com Colômbia, Guatemala e Honduras para estender operações militares a territórios latino-americanos.

No Pacífico oriental, onde as águas guardam rotas antigas do comércio e da sobrevivência, os Estados Unidos afundaram mais uma embarcação equatoriana, desta vez acusada de servir como posto flutuante de abastecimento para o grupo criminoso Los Choneros. A ação, conduzida pelo Comando Sul em 7 de setembro de 2026, insere-se numa ofensiva que já custou a vida de pelo menos 227 pessoas em 68 ataques ao longo de mais de um ano. Entre a retórica da segurança hemisférica e os rostos de pescadores desaparecidos, a humanidade é convocada a perguntar onde termina a guerra ao crime e onde começa o custo inaceitável pago pelos inocentes.

Na segunda-feira, 7 de setembro, o Comando Sul dos Estados Unidos afundou uma embarcação equatoriana no Pacífico oriental, acusada de funcionar como posto flutuante de abastecimento para operações de narcotráfico vinculadas ao grupo Los Choneros — classificado por Washington como organização terrorista estrangeira. Uma força-tarefa conjunta interceptou o barco, retirou seus ocupantes e os transferiu às autoridades equatorianas antes de destruir a embarcação com um projétil. Vídeos militares registraram cada etapa da operação.

A ação é mais um capítulo de uma ofensiva americana que, em mais de um ano, resultou em pelo menos 227 mortes em 68 ataques contra embarcações no Caribe e no Pacífico. Na semana anterior, o barco pesqueiro María Candelaria foi atingido em operação conjunta com o Equador; 26 tripulantes chegaram ao porto de Manta no domingo. Oito pescadores do Conquista II também foram localizados. Outras embarcações, como OM2 e Los Tres Hermanos, foram afundadas segundo relatos de seus tripulantes, identificadas pelo Comando Sul como postos de abastecimento para atividades ilícitas.

Os casos acumulam sombras. Oito pescadores do barco Fiorella continuam desaparecidos desde janeiro. Tripulações de outras embarcações foram levadas a El Salvador antes de retornar ao Equador. Em pelo menos um caso documentado, autoridades equatorianas afirmaram não ter encontrado provas de envolvimento criminoso de um sobrevivente. Familiares aguardavam notícias em Manta, e críticos questionam tanto a legalidade quanto a proporcionalidade das operações.

O governo Trump quer ir além do mar. Durante visita ao Panamá, o secretário de Defesa Pete Hegseth afirmou que Colômbia, Guatemala e Honduras aceitaram operações militares conjuntas em seus territórios — a Guatemala negou o acordo. O Equador já realiza missões semelhantes com os EUA desde março. A campanha marítima parece se transformar em estratégia territorial, expandindo o alcance de uma ofensiva cujos custos humanos ainda não foram plenamente contabilizados.

Na segunda-feira, 7 de setembro, o Comando Sul dos Estados Unidos afundou mais uma embarcação equatoriana no Pacífico oriental. Segundo as autoridades americanas, o barco funcionava como posto flutuante de abastecimento para operações de narcotráfico e mantinha vínculos com Los Choneros, organização criminosa que Washington classifica como terrorista estrangeira. Uma força-tarefa conjunta interceptou a embarcação, retirou seus ocupantes e os transferiu para as autoridades equatorianas. Vídeos divulgados pelos militares mostram agentes desembarcando no navio, um helicóptero sobrevoando a área e, em seguida, um projétil atingindo e afundando a embarcação.

Esta ação representa o mais recente capítulo de uma ofensiva americana contra barcos e embarcações na América Latina supostamente envolvidos com o tráfico de drogas. O Comando Sul afirma estar realizando operações precisas e profissionais para desmantelar as redes logísticas que alimentam o narcotráfico no Hemisfério Ocidental. Porém, o alcance dessas operações é significativo: desde o início das ações, há mais de um ano, pelo menos 227 pessoas morreram em 68 ataques contra embarcações no Caribe e no Pacífico.

Na semana anterior, o barco pesqueiro María Candelaria foi atingido em operação coordenada entre forças americanas e autoridades equatorianas. A Marinha do Equador localizou 26 tripulantes da embarcação, que chegaram ao porto de Manta no domingo. Oito pescadores do barco Conquista II também foram encontrados. Familiares de tripulantes aguardavam notícias em Manta sobre o paradeiro de seus entes queridos. Duas outras embarcações, OM2 e Los Tres Hermanos, também foram afundadas conforme relatos de seus tripulantes. O Comando Sul as identificou nas redes sociais como postos flutuantes de abastecimento para múltiplas embarcações envolvidas em operações ilícitas.

Os casos se acumulam. Outras três embarcações com tripulações equatorianas foram interceptadas por forças americanas neste ano. No caso do barco Fiorella, oito pescadores continuam desaparecidos desde janeiro. As tripulações das outras embarcações foram levadas para El Salvador antes de retornarem ao Equador. Em pelo menos um caso documentado, autoridades equatorianas afirmaram não ter encontrado provas de que um sobrevivente de um dos ataques tivesse participado de qualquer atividade criminosa.

Críticos questionam tanto a legalidade quanto a eficácia dessas operações. A morte de 227 pessoas em 68 ataques levanta questões sobre proporcionalidade e verificação de inteligência. O desaparecimento de pescadores e a falta de evidências em alguns casos alimentam preocupações sobre o escopo e a precisão das ações.

O governo Trump busca ampliar esse modelo. Neste mês, durante visita ao Panamá, o secretário de Defesa dos EUA, Pete Hegseth, afirmou que Colômbia, Guatemala e Honduras concordaram em permitir operações militares conjuntas contra grupos criminosos em seus territórios. A Guatemala negou ter firmado tal acordo. O Equador iniciou missões semelhantes com os Estados Unidos em março. A administração americana está negociando com países aliados para estender sua ofensiva ao território de nações latino-americanas, transformando uma campanha marítima em uma estratégia territorial mais ampla.

Operações precisas e profissionais para desmantelar as redes logísticas que alimentam o tráfico de drogas no Hemisfério Ocidental
— Comando Sul dos Estados Unidos
Autoridades equatorianas afirmaram não ter encontrado provas de que um sobrevivente de um dos ataques tivesse participado de qualquer atividade criminosa
— Relato de caso documentado
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