Jovem atingida por galho ao procurar abrigo durante temporal em Porto Alegre

Jovem sofreu ferimento na cabeça com perda de memória temporária e desmaio, necessitando de quatro pontos de sutura, mas recebeu alta após observação hospitalar.
Eu estava exatamente indo buscar abrigo quando o galho atingiu minha cabeça
Paloma descreve o momento em que tentava se proteger durante o temporal e foi atingida por uma árvore.

Em Porto Alegre, na tarde de segunda-feira, uma jovem chamada Paloma Fantinel fez exatamente o que se esperava dela: ao receber o alerta de ventania da Defesa Civil, buscou abrigo. Foi nesse gesto de prudência que a tempestade a encontrou, derrubando sobre sua cabeça um galho de cerca de dois metros enquanto ela atravessava a Rua dos Andradas. O acidente nos lembra que entre a intenção de se proteger e a proteção em si existe um intervalo de segundos que o acaso pode preencher de formas imprevisíveis — e que, às vezes, o que nos salva não é o plano, mas as pessoas que estão por acaso ao nosso lado.

  • Um galho de árvore atingiu a cabeça de Paloma Fantinel segundos depois que ela recebeu o alerta de ventania e tentou se abrigar em uma cafeteria no Centro de Porto Alegre.
  • O impacto foi forte o suficiente para derrubá-la inconsciente no calçada, perto da Casa de Cultura Mário Quintana, com dor intensa e perda temporária de memória.
  • Por uma coincidência notável, uma socorrista profissional e uma professora de jiu-jitsu com treinamento em primeiros socorros estavam no local e impediram que ela se movesse durante os 40 minutos até a chegada do Samu.
  • No Hospital Cristo Redentor, Paloma levou quatro pontos de sutura e recebeu alta após observação, relatando no dia seguinte profunda gratidão pelas pessoas que a encontraram.
  • O episódio expõe uma ironia perturbadora: o alerta da Defesa Civil foi emitido para proteger a população, mas foi justamente durante a tentativa de obedecer a esse aviso que a jovem foi ferida.

Na tarde de segunda-feira, Paloma Fantinel estava na Rua dos Andradas, no Centro de Porto Alegre, quando o celular disparou o alerta da Defesa Civil: ventos perigosos se aproximavam. A decisão pareceu óbvia — atravessar a rua e entrar em uma cafeteria. Levou apenas alguns segundos para que um galho de árvore com cerca de dois metros de comprimento atingisse sua cabeça com força suficiente para derrubá-la no chão, inconsciente.

Quando Paloma voltou a si, havia rostos desconhecidos ao seu redor, vozes pedindo que ela ficasse quieta e dissesse seu nome. A dor era intensa e a memória, fragmentada. O que deveria ter sido um gesto simples de proteção havia se transformado em um acidente grave em questão de instantes.

O que impediu um desfecho ainda mais sério foi uma coincidência improvável: entre as pessoas que a cercavam estavam uma socorrista profissional e uma professora de jiu-jitsu com treinamento em primeiros socorros. As duas a orientaram a não se mover e mantiveram sua cabeça estável durante aproximadamente 40 minutos, até a chegada da ambulância do Samu.

No Hospital Cristo Redentor, Paloma recebeu quatro pontos de sutura e, após observação com sinais vitais estáveis, teve alta. No dia seguinte, ao falar com a Rádio Gaúcha, sua gratidão era visível — não apenas por estar bem, mas por ter sido encontrada por quem sabia o que fazer.

O acidente carrega uma ironia difícil de ignorar: o alerta via cell broadcast existia exatamente para que as pessoas como Paloma buscassem abrigo a tempo. Ela obedeceu ao aviso — e foi nesse intervalo entre o alerta e a segurança que a tempestade a alcançou.

Na segunda-feira à tarde, em Porto Alegre, Paloma Fantinel fazia uma escolha que parecia sensata: quando recebeu o alerta da Defesa Civil sobre ventos perigosos se aproximando, ela decidiu procurar abrigo. Estava na Rua dos Andradas, no Centro, e viu uma cafeteria do outro lado da rua. Atravessaria rapidamente, entraria, ficaria segura. Levou segundos para que um galho de árvore com cerca de dois metros de comprimento e diâmetro considerável atingisse sua cabeça.

O impacto foi violento o suficiente para causar uma queda de memória imediata. Paloma desmaiou no chão, perto da Casa de Cultura Mário Quintana. Quando acordou, havia pessoas ao seu redor perguntando seu nome, tentando mantê-la calma e imóvel. Ela estava consciente, mas confusa — a dor era intensa, o susto ainda maior. O que deveria ter sido um gesto de proteção se transformou em um acidente grave em questão de segundos.

O que salvou Paloma de uma situação potencialmente muito pior foi uma coincidência notável. Entre as pessoas que a encontraram estava uma socorrista profissional e uma professora de jiu-jitsu que também possuía treinamento em primeiros socorros. Ambas estavam ali, no mesmo momento, e imediatamente começaram a orientá-la a não se mexer, a manter a cabeça estável. Paloma permaneceu imóvel durante aproximadamente 40 minutos até a chegada da ambulância do Samu.

No Hospital Cristo Redentor, na Zona Norte, ela recebeu quatro pontos de sutura no local onde o galho a atingiu. Após um período sob observação, durante o qual seus sinais vitais permaneceram estáveis, recebeu alta. Quando conversou com a Rádio Gaúcha no dia seguinte, sua gratidão era evidente — não apenas por estar bem, mas por ter sido encontrada por pessoas que sabiam exatamente o que fazer.

O contexto do acidente revela uma ironia perturbadora. O alerta da Defesa Civil havia sido emitido via cell broadcast justamente para que as pessoas buscassem proteção antes que a ventania chegasse. Paloma estava fazendo exatamente isso quando foi atingida. Ela havia saído de uma consulta médica e estava esperando seu pai, que havia dito que chegaria em breve apesar do trânsito intenso. Naqueles poucos segundos entre receber o aviso e tentar se abrigar, a tempestade já estava ali. O acidente ocorreu por volta das 15h20, logo após o alerta ser disparado para toda a população.

Eu estava exatamente indo buscar abrigo, estava atravessando a rua pra entrar na cafeteria que tem na frente, e na hora o galho atingiu minha cabeça
— Paloma Fantinel
Casualmente tinha uma socorrista profissional e uma professora de jiu-jiu-tsu, que também tem curso de socorrista. Ambas, na mesma hora.
— Paloma Fantinel
The Hearth Conversation Another angle on the story
Inventor

Como é possível que o alerta de proteção tenha chegado tão perto do momento em que você foi atingida?

Model

O alerta foi emitido, mas a ventania já estava ali. Segundos — foi questão de segundos. Eu estava atravessando a rua quando aconteceu.

Inventor

Você perdeu a consciência imediatamente?

Model

Sim. Recebi um impacto na cabeça e tive uma queda de memória. Desmaiei. Acordei com pessoas ao meu redor perguntando meu nome.

Inventor

E se aquelas duas mulheres não estivessem ali?

Model

Não quero nem pensar. Uma era socorrista profissional, a outra tinha treinamento em jiu-jitsu. Elas souberam exatamente o que fazer, me mantiveram imóvel, me acalmaram.

Inventor

Quanto tempo você ficou no chão esperando a ambulância?

Model

Uns 40 minutos. Pareceu uma eternidade, mas elas não me deixaram me mexer. Sabiam que eu poderia ter uma lesão na coluna.

Inventor

O galho era grande?

Model

Tinha cerca de dois metros. Diâmetro considerável. Se tivesse atingido um pouco diferente, poderia ter sido muito pior.

Inventor

Você recebeu alta rápido?

Model

Sim. Levei quatro pontos, fiquei sob observação, mas estava estável. Saí do hospital consciente e grata.

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