Em pouco mais de um mês, o etanol hidratado nas usinas paulistas percorreu um caminho de quase 20% de valorização, movido pela confluência rara entre demanda recorde, competitividade frente à gasolina e uma oferta restringida pelas chuvas. O momento revela como biocombustíveis ocupam um lugar cada vez mais estratégico na equação energética brasileira — e como fatores climáticos e regulatórios podem, juntos, redesenhar mercados inteiros. A pergunta que fica é se essa alta conseguirá sustentar-se diante do volume represado de cana que aguarda processamento.