Durante quatro décadas, a União Europeia construiu uma das maiores coberturas vacinais infantis da história — mas a pandemia de covid-19 interrompeu essa trajetória, e hoje dezasseis países registam declínios preocupantes. Portugal mantém-se entre os mais protegidos, com cobertura superior a 97%, enquanto outros Estados-membros recuam para territórios de vulnerabilidade coletiva. O que está em causa não é apenas uma estatística de saúde pública, mas a memória institucional de que certas doenças, quando esquecidas, regressam.
Estudo revela recuo preocupante na vacinação infantil na UE desde a pandemia
Potencial ressurgimento de doenças infecciosas evitáveis em crianças europeus devido ao recuo nas coberturas vacinais.