Em um tempo em que o carrinho de supermercado se tornou extensão silenciosa de nossas escolhas de saúde, um estudo europeu com quase 172 mil adultos acompanhados por mais de uma década revela que corantes, aromatizantes e adoçantes presentes em ultraprocessados estão associados a um risco até 49% maior de depressão. A descoberta não estabelece causalidade, mas aponta para algo que a ciência começa a levar a sério: o que comemos pode conversar, de formas ainda pouco compreendidas, com o que sentimos.