Em Zurique, no início de setembro de 2026, pesquisadores brasileiros da Unesp e do Instituto Butantan foram reconhecidos com o IgNobel de Biologia por um trabalho que, à primeira vista, provoca sorriso: entender por que jararacas atacam humanos. Por trás da aparente excentricidade, há uma pergunta legítima e urgente — a mesma cobra responsável por inúmeros acidentes no Brasil foi estudada com rigor metodológico, tocada em mais de cem exemplares, em diferentes horários e temperaturas. O prêmio, que celebra ciência capaz de 'primeiro fazer rir, depois fazer pensar', lembra que a curiosidade genu