Em uma manhã que começa antes do amanhecer e se estende pela madrugada dos livros, Thomas de Lima Avelar, 15 anos, encontrou no ecrã do computador a confirmação de que o esforço silencioso tem peso real: uma medalha de ouro na XXVII Olimpíada de Química do Rio Grande do Norte. Morador de Campo Redondo, a 119 quilômetros de Natal, o jovem percorre diariamente uma distância que poucos adultos enfrentariam por escolha — e transforma esse trajeto em propósito. Sua vitória, a primeira em competições científicas, não é apenas um prêmio estadual; é o início de uma jornada que o levará a Brasília em 2