No Algarve, região onde o turismo é o pulso da economia, os hospitais acumularam 1,23 milhões de euros em dívidas não cobradas de pacientes estrangeiros ao longo de dois anos — um reflexo da tensão entre o imperativo ético de cuidar e a impossibilidade legal de garantir pagamento. A Inspeção-Geral recomenda cobrar antes do atendimento, mas a lei só permite faturar no momento da alta, quando muitos já partiram. É a velha contradição entre o que a prudência exige e o que o quadro legal permite.