No cruzamento entre a geopolítica do petróleo e a diplomacia do Golfo, uma reunião que poderia ter sido o primeiro passo para descomprimir o Estreito de Ormuz foi adiada indefinidamente em Salalah. Os ministros do Conselho de Cooperação do Golfo e o chanceler iraniano não se encontraram — o consenso árabe não veio, e o mundo ficou mais perto da incerteza energética do que da estabilidade. É um momento que lembra como as hidrovias do mundo são, ao mesmo tempo, artérias do comércio e instrumentos de pressão política.