Quando os preços dos combustíveis atingem o pico mais alto do ano, a questão de quem lucra com essa escalada revela-se tão complexa quanto politicamente inflamável. O PS aponta para ganhos fiscais acumulados desde 2024, enquanto o Governo sublinha o esforço de neutralidade através do ajuste semanal do ISP — e ambos têm razão, apenas em momentos distintos da mesma história. No fundo, o debate esconde uma verdade incómoda: quando os preços sobem demasiado, o próprio mercado retrai-se, e o Estado acaba por arrecadar menos do que esperava.