Durante três décadas, Frederico Carvalhão Gil serviu o Estado português nas sombras; depois, vendeu essas sombras a outro poder. Condenado por espionagem a favor da Rússia, cumpriu pena numa cela de Évora onde a privacidade era um luxo inexistente, e saiu para um mundo que já não tinha lugar para ele nas secretas. A vida que se seguiu — motorista de hotéis, de crianças, de estranhos numa plataforma digital — é o retrato silencioso do que resta quando a traição encontra a sua conta.
Espião condenado por vender segredos aos russos reformou-se como motorista de Uber
Carvalhão Gil cumpriu pena de prisão em Évora, enfrentando isolamento em cela sem privacidade durante 23 horas diárias, com impacto significativo na sua vida profissional e financeira pós-libertação.