Quando um líder declara posse sobre uma das rotas marítimas mais estratégicas do mundo, ele toca em algo mais antigo do que qualquer constituição: a tensão entre o poder que se exerce e o direito que se reconhece. Donald Trump anunciou a intenção de formalizar o controle americano sobre o Estreito de Ormuz após o confronto com o Irã, mas especialistas em direito marítimo lembram que o mar não se anexa por decreto — ele é governado por séculos de convenções que nenhuma força militar, por si só, pode reescrever.