Um escândalo político nascido nas altitudes bolivianas atravessa fronteiras e encontra, nos movimentos conservadores da América Latina, feridas que já existiam antes de serem expostas. O episódio revela a fragilidade das coalizões de direita regionais — construídas sobre discursos de ordem e institucionalidade, mas tensionadas por interesses nacionais divergentes e lealdades contraditórias. Como tantas crises políticas, esta não criou as fraturas: apenas as iluminou.