Quase sete anos após o rompimento da barragem de Fundão em Mariana, a natureza ainda guarda registros do desastre em estruturas minúsculas dentro dos peixes. Pesquisadores encontraram, na foz do Rio São Mateus, no litoral norte do Espírito Santo, a maior taxa de anomalias em peixes costeiros já documentada no Brasil — 60,5% dos exemplares analisados, mais do que o dobro do recorde anterior. Os otólitos, arquivos biológicos do que cada peixe viveu, sugerem que os rejeitos de minério lançados no Rio Doce em 2015 continuam moldando, silenciosamente, a vida marinha ao longo da costa.
ES registra recorde nacional de anomalias em peixes; suspeita recai sobre Mariana
Populações de peixes costeiros apresentam alta frequência de anomalias que comprometem seu equilíbrio e percepção sensorial, afetando a saúde dos ecossistemas marinhos.