Erupção solar G3 aproxima-se da Terra com auroras boreais e perturbações geomagnéticas

As cores que vemos são átomos a serem excitados pela energia solar
O fenómeno das auroras boreais resulta da colisão de partículas solares com a atmosfera terrestre durante tempestades geomagnéticas.

A cada onze anos, o Sol lembra-nos que a Terra não existe isolada no cosmos — e em agosto de 2022, essa lembrança chegou sob a forma de uma tempestade geomagnética de nível G3, desencadeada por erupções da mancha solar AR3078. Três grandes autoridades meteorológicas mundiais emitiram alertas para os dias 18 e 19 de agosto, antecipando tanto o espetáculo das auroras boreais em latitudes incomuns como perturbações nas infraestruturas tecnológicas que sustentam a vida contemporânea. É um fenómeno previsível, inscrito no ritmo natural de uma estrela, mas que nos convida a refletir sobre a fragilidade da civilização diante das forças que a precedem.

  • Uma tempestade solar G3 — classificada como forte — avança em direção à Terra, com impacto previsto para 18 e 19 de agosto, segundo alertas simultâneos da NOAA, do BOM australiano e do Met Office britânico.
  • A mancha solar AR3078 disparou erupções de classe M e X orientadas para o nosso planeta, enviando plasma e campos magnéticos que colidem com a magnetosfera terrestre e podem provocar flutuações elétricas, falhas em rádio de alta frequência e necessidade de corrigir órbitas de satélites.
  • O fenómeno insere-se numa fase ascendente do ciclo solar de onze anos, que deverá atingir o pico em julho de 2025, tornando este tipo de perturbações cada vez mais frequentes nos próximos anos.
  • No lado oposto da perturbação, surge o espetáculo: auroras boreais visíveis em latitudes muito mais baixas do que o habitual, com índices Kp previstos entre 6 e 7, já captadas em imagens partilhadas pelo astronauta Bob Hines a bordo da Estação Espacial Internacional.
  • Ferramentas como o SWPC do NOAA e o SpaceWeatherLive permitem acompanhar a evolução em tempo real, enquanto operadores de infraestruturas críticas monitorizam e ajustam sistemas para minimizar os impactos.

O Sol está a enviar uma onda de energia em direção à Terra — não como surpresa cósmica, mas como parte do seu ritmo natural. Desta vez, porém, o impacto promete ser significativo: uma tempestade geomagnética de nível G3, com efeitos esperados para 18 e 19 de agosto de 2022, trazendo auroras boreais e potenciais perturbações nas infraestruturas tecnológicas modernas.

O alerta foi emitido em simultâneo por três autoridades de referência — a NOAA americana, o Bureau of Meteorology australiano e o Met Office britânico. A origem da perturbação é a mancha solar AR3078, responsável por erupções de classe M e, neste ano, também de classe X. Quando estas explosões apontam para a Terra, o plasma ejetado colide com a magnetosfera, desencadeando o que os cientistas designam por tempestade geomagnética.

Nada disto é anómalo. O Sol percorre um ciclo de cerca de onze anos entre períodos de maior e menor atividade, e encontramo-nos atualmente numa fase ascendente que deverá atingir o pico em julho de 2025. As tempestades são esperadas — apenas parte da vida de uma estrela. Na escala G1 a G5, o nível G3 representa impactos reais mas controláveis: flutuações em redes elétricas, necessidade de corrigir órbitas de satélites e possíveis interrupções em comunicações de rádio de alta frequência.

Mas há também um lado luminoso. As partículas carregadas que atingem a magnetosfera provocam cascatas de cor na atmosfera — as auroras boreais. Em tempestades intensas, este espetáculo estende-se a latitudes muito mais baixas do que o habitual, oferecendo a observadores em zonas incomuns a oportunidade de presenciar as luzes do norte. O astronauta Bob Hines, a bordo da Estação Espacial Internacional, já partilhou imagens destes fenómenos. Com índices Kp previstos entre 6 e 7, e ferramentas como o SWPC do NOAA disponíveis para monitorização, o evento é um lembrete de que, apesar de toda a tecnologia que nos rodeia, continuamos sujeitos aos caprichos de uma estrela a 150 milhões de quilómetros de distância.

O Sol está em vias de enviar uma onda de energia em direção à Terra. Não é uma surpresa cósmica — é parte do ritmo natural de uma estrela — mas desta vez, os observadores do tempo espacial estão a avisar que o impacto será significativo. Uma tempestade solar de nível G3 aproxima-se, com efeitos esperados para 18 e 19 de agosto, trazendo consigo o espetáculo das auroras boreais e, potencialmente, alguns transtornos nas infraestruturas tecnológicas que sustentam a vida moderna.

O alerta partiu de três autoridades meteorológicas de peso: o centro de previsão do tempo do National Oceanic and Atmospheric Administration americano, o Bureau of Meteorology australiano e o Met Office britânico. A origem da perturbação é uma mancha solar designada AR3078, que tem vindo a emitir erupções de classe M — e já este ano registou episódios ainda mais intensos, de classe X. Quando estas explosões estão orientadas na direção do nosso planeta, o plasma e os campos magnéticos que ejetam no espaço colidem com a magnetosfera terrestre, desencadeando o que os cientistas chamam de tempestade geomagnética.

Nada disto é anómalo. O Sol segue um ciclo de aproximadamente onze anos, durante o qual passa por períodos de maior e menor atividade, marcados pelo aparecimento de manchas solares e erupções coronais. Estamos presentemente numa fase ascendente deste ciclo, que deverá atingir o seu pico máximo em julho de 2025. As tempestades solares são, portanto, esperadas e previsíveis — apenas parte da vida de uma estrela.

A escala de classificação das tempestades geomagnéticas varia conforme a intensidade. Uma tempestade G1 é considerada leve; uma G2 é moderada; as mais severas situam-se entre G3 e G5. O alerta atual aponta para uma tempestade de nível G3, o que significa impactos reais mas controláveis. Mesmo as tempestades mais fracas podem provocar flutuações nas redes elétricas e afetar as operações de satélites e as migrações de certos animais. Numa tempestade moderada, há risco de alarmes de tensão em transformadores, necessidade de corrigir as órbitas de satélites e possíveis interrupções em comunicações de rádio de alta frequência.

Mas há um lado luminoso — literalmente. Um dos fenómenos mais espetaculares associados a estas tempestades é o surgimento das auroras boreais. Quando as partículas carregadas chegam à magnetosfera terrestre, aceleram o campo magnético e provocam uma cascata de cores na atmosfera, aquilo a que chamamos as luzes do norte. Normalmente, estas auroras são visíveis apenas nas regiões próximas dos polos, mas durante tempestades solares intensas, o espetáculo pode estender-se a latitudes muito mais baixas, permitindo que observadores em zonas onde raramente se veem auroras tenham a oportunidade de as presenciar. O astronauta Bob Hines, a bordo da Estação Espacial Internacional, já capturou e partilhou imagens destes fenómenos.

Os dados mais recentes indicam que nos dias 18 e 19 de agosto, os níveis de atividade geomagnética podem atingir Kp7 e Kp6 numa escala que vai até 10. Para quem quiser acompanhar o desenrolar dos acontecimentos, existem ferramentas de monitorização disponíveis: o SWPC do NOAA oferece atualizações sobre a atividade solar, enquanto o SpaceWeatherLive fornece previsões específicas sobre as auroras boreais. É um lembrete de que, apesar de toda a tecnologia que nos rodeia, ainda estamos sujeitos aos caprichos de uma estrela que fica a 150 milhões de quilómetros de distância.

As erupções solares são comuns e fazem parte do ciclo de vida do sol, que num período de 11 anos tem várias fases de atividade
— Centros de previsão meteorológica
The Hearth Conversation Another angle on the story
Inventor

Porque é que uma tempestade solar de nível G3 é considerada moderada e não algo mais preocupante?

Model

Porque temos uma escala que vai até G5. Um G3 causa transtornos reais — pode derrubar transformadores, interromper comunicações — mas não é catastrófico. É o tipo de coisa que as infraestruturas modernas foram desenhadas para suportar, ainda que com algum incómodo.

Inventor

E as auroras boreais? São apenas um efeito colateral bonito, ou há algo mais a entender?

Model

São o sinal visível de algo muito violento a acontecer. Quando as partículas solares colidem com a nossa atmosfera, estão a liberar uma quantidade enorme de energia. As cores que vemos são átomos de oxigénio e azoto a serem excitados. É física pura a acontecer acima das nossas cabeças.

Inventor

A mancha solar AR3078 — é algo que devíamos estar a monitorizar com preocupação?

Model

Não mais do que qualquer outra mancha solar. O que a torna notável é que está orientada na nossa direção e tem sido particularmente ativa. Mas isto faz parte do ciclo. Daqui a alguns anos, quando o Sol atingir o seu pico em 2025, haverá muitas mais manchas assim.

Inventor

Se isto é previsível, porque é que ainda causa problemas nas redes elétricas?

Model

Porque a previsão não é perfeita. Sabemos que vai haver uma tempestade, mas não sabemos exatamente com que força vai atingir ou como a nossa magnetosfera vai responder. É como saber que vai chover, mas não saber se será um aguaceiro ou uma trovoada.

Inventor

Há algo que as pessoas devam fazer para se prepararem?

Model

A maioria das pessoas não precisa fazer nada. Os operadores de satélites e redes elétricas estão atentos. Se és um entusiasta de auroras, vale a pena estar acordado nos dias 18 e 19, especialmente se vives numa latitude mais elevada. Caso contrário, é apenas um espetáculo gratuito no céu.

Contact Us FAQ