Num país onde a sensação de injustiça nos postos de abastecimento se tornou quase um reflexo coletivo, a reguladora portuguesa de energia veio oferecer uma resposta incómoda na sua sobriedade: o mercado de combustíveis funciona, no essencial, sem distorções graves. A ERSE examinou os primeiros sete meses de 2026 e concluiu que a percepção de preços que 'sobem como foguete e descem como pluma' tem raízes nos mercados internacionais e na complexidade da informação disponível, não em comportamentos abusivos dos operadores nacionais. Com esta conclusão, afasta-se a hipótese de intervenção governam