Enxurrada em Espanha mata duas mulheres e fere dois menores em León

Duas mulheres falecidas (60 e 80 anos) e dois menores feridos em enxurrada; comunidades isoladas por deslizamentos de terra.
O solo tornou-se vulnerável aos deslizamentos quando as chuvas torrenciais chegaram
Autoridades explicam como os incêndios do ano anterior deixaram o terreno exposto e instável.
Mark

Como é que uma adega numa cave se torna tão perigosa durante uma tempestade?

Mimi

Porque fica abaixo do nível da rua. Quando a água sobe, não tem para onde ir. Torna-se uma armadilha.

Mark

E as pessoas que lá estavam — sabiam que havia risco?

Mimi

Seis pessoas estavam lá quando começou. Provavelmente não esperavam que a água chegasse com tanta força. As chuvas foram torrenciais, não previsíveis.

Mark

O presidente mencionou os incêndios do ano anterior. Isso realmente faz diferença?

Mimi

Toda a diferença. A vegetação segura o solo. Sem ela, quando chove muito, o solo desaba. É como remover as raízes que mantêm tudo no lugar.

Mark

Então isto era evitável?

Mimi

Talvez não o incidente em si, mas a vulnerabilidade era conhecida. O terreno estava frágil. Ninguém podia ter previsto a tempestade exata, mas sabiam que o risco era maior.

Mark

E agora, o que acontece àquelas comunidades?

Mimi

Estão isoladas. As estradas estão bloqueadas pela lama e pelos deslizamentos. Precisam de tempo para limpar, para reconstruir, para processar o que perderam.

  • Às 19h38 de sábado, o número de emergência 112 foi inundado de chamadas desesperadas vindas de Manzanedo de Valdueza, onde água e lama invadiam uma adega com seis pessoas dentro.
  • Duas mulheres de 60 e 80 anos morreram presas na cave inundada; dois menores sobreviveram com ferimentos ligeiros, enquanto as primeiras horas ainda apontavam para possíveis desaparecidos.
  • A localidade vizinha de Bouzas também foi atingida, com veículos arrastados pelas cheias do rio Oza, que transbordou, cortando estradas e isolando comunidades inteiras sob lama e destroços.
  • Bombeiros, Polícia Nacional, Polícia Local, um helicóptero de resgate e duas ambulâncias foram mobilizados, mas o terreno bloqueado dificultou o acesso e prolongou o isolamento das populações.
  • O presidente do Conselho da Comarca de El Bierzo alertou que os incêndios do ano anterior removeram a vegetação estabilizadora do solo, tornando a região estruturalmente vulnerável a exatamente este tipo de catástrofe.

Na noite de sábado, a localidade de Manzanedo de Valdueza, em León, foi varrida por uma enxurrada e um deslizamento de terras que ceifaram a vida de duas mulheres e feriram dois menores. O desastre inscreve-se num padrão inquietante: o solo, despido da sua vegetação pelos incêndios do ano anterior, não resistiu à fúria das chuvas torrenciais que castigavam Castela e Leão. A terra, quando ferida pelo fogo, guarda a memória dessa ferida — e cobra-a quando a tempestade chega.

Na noite de sábado, a enxurrada chegou sem aviso suficiente a Manzanedo de Valdueza, em León. A Rua da Igreja transformou-se num canal de lama e água, e uma adega localizada numa cave — onde seis pessoas se encontravam — foi inundada em minutos. Duas mulheres, de 60 e 80 anos, não conseguiram escapar. Dois menores que também estavam no local sobreviveram com ferimentos ligeiros e receberam assistência médica imediata.

O alerta chegou ao 112 às 19h38, desencadeando uma resposta rápida: Bombeiros de Ponferrada, Polícia Nacional, Polícia Local, um helicóptero de resgate e duas ambulâncias foram enviados para o local. O cenário que encontraram era devastador. A localidade vizinha de Bouzas também sofreu danos graves — vários veículos foram arrastados pelas cheias do rio Oza, que transbordou com a intensidade das chuvas. As estradas tornaram-se intransitáveis e as duas comunidades ficaram isoladas pela lama.

Olegario Ramón, presidente do Conselho da Comarca de El Bierzo, tentou chegar às localidades para avaliar a situação, mas as vias estavam bloqueadas. Ao confirmar o isolamento das comunidades, Ramón apontou um fator agravante que transforma esta tragédia em algo ainda mais perturbador: os incêndios do ano anterior tinham destruído a vegetação que normalmente ancora o solo e o protege da erosão. Sem essa cobertura, o terreno ficou à mercê das primeiras chuvas intensas — e a tempestade de sábado foi implacável. A região de Castela e Leão permanecia sob alerta, e o que aconteceu em Manzanedo era apenas o rosto mais doloroso de uma destruição mais ampla.

No sábado à noite, uma enxurrada e um deslizamento de terras varreram a localidade de Manzanedo de Valdueza, em León, Espanha, deixando um rasto de morte e destruição. Duas mulheres, uma de 60 anos e outra de 80, morreram no incidente. Dois menores ficaram feridos, ambos com lesões ligeiras. O desastre ocorreu durante tempestades torrenciais que castigavam a região de Castela e Leão, e as primeiras informações sugeriam que havia várias pessoas desaparecidas.

O alerta chegou aos serviços de emergência às 19h38 (hora local), quando a central do 112 começou a receber múltiplas chamadas sobre o que estava a acontecer. As autoridades mobilizaram rapidamente equipas dos Bombeiros de Ponferrada, da Polícia Nacional e da Polícia Local. Um helicóptero de resgate foi acionado e duas ambulâncias foram enviadas para o local. A resposta foi imediata, mas o cenário que os equipas encontraram era devastador.

O incidente centrou-se numa adega localizada numa cave, onde estavam seis pessoas quando a água e a lama invadiram o espaço. A rua da Igreja, que atravessa Manzanedo, tornou-se um canal de destruição. As duas mulheres que morreram estavam naquela adega quando a enxurrada a inundou. As duas crianças que ficaram feridas também estavam no local e receberam assistência médica imediata.

A vizinha localidade de Bouzas também sofreu danos significativos. Vários veículos foram arrastados pelas cheias, embora não se tenham registado ferimentos. Ambas as localidades são atravessadas pelo rio Oza, que transbordou com a intensidade das chuvas. As estradas tornaram-se intransitáveis e as comunidades ficaram isoladas pelo deslizamento de terras e pela lama que bloqueava as vias de acesso.

Olegario Ramón, presidente do Conselho da Comarca de El Bierzo, tentou deslocar-se às duas localidades para avaliar a situação. Confirmou que as estradas estavam bloqueadas e que as comunidades se encontravam isoladas. Ramón expressou "grande preocupação" com o sucedido e apontou um fator crítico: o terreno tinha sido severamente afetado pelos incêndios do ano anterior. Aqueles incêndios tinham removido a vegetação que normalmente estabiliza o solo e o protege da erosão. Sem essa cobertura vegetal, o solo tornou-se vulnerável aos deslizamentos quando as chuvas torrenciais chegaram.

Agentes da Polícia Nacional permaneceram destacados na zona enquanto os serviços de emergência continuavam o seu trabalho. As autoridades mantinham-se em vigilância contínua, monitorando a evolução da tempestade e avaliando os danos noutras áreas afetadas pelas chuvas torrenciais. A região de Castela e Leão estava sob alerta de tempestade, e o que aconteceu em Manzanedo e Bouzas era apenas parte de um padrão mais amplo de destruição causado pelas condições meteorológicas extremas.

Expressou grande preocupação com o sucedido e atribuiu a vulnerabilidade do terreno aos graves incêndios do ano passado que removeram a vegetação necessária para estabilizar o solo
— Olegario Ramón, presidente do Conselho da Comarca de El Bierzo
Contattaci Domande frequenti